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Mais um feriado trágico

Um feriado com 17 mortes nas rodovias de Santa Catarina é mais um efeito da pandemia. Seguramente, esse foi o feriado de maior relaxamento das medidas de prevenção à COVID-19 desde março, quando os governos começaram a baixar os decretos restritivos. O índice de isolamento desabou, enquanto as principais cidades turísticas do Brasil tiveram um expressivo fluxo de pessoas. Evidente que esse deslocamento é consequência de mais de cinco meses de demanda reprimida. Famílias que protelaram seus passeios em função da COVID-19, escolheram o 7 de Setembro. Em Santa Catarina não se viu praias lotadas, muito em função de algumas cidades ainda manterem a proibição do banho de mar e também porque o tempo não ajudou.

Pior para o trânsito, que viveu dias de intenso movimento com estradas entupidas de veículos e perigosas em função da chuva. Consequência desse cenárrio é o elevado número de óbitos. Não existe uma explicação única para tantas mortes, mas dois pontos merecem análise: o grande número de rodovias em obras - algumas delas atrasadas ou paradas - no Alo e Médio Vale do Itajaí - e outras com falta de manutenção. Em reunião virtual recente, a Federação das Indústrias do Estado de SC divulgou mais um balanço da situação da malha rodoviária na nossa região, e a conclusão a que se chegou é a de que quanto mais o tempo passa, mais caro fica recuperar e investir na melhoria da infraestrutura rodoviária de SC. A falta de manutenção preventiva contínua encarece a manutenção. Evidente que não se pode deixar de imputar a culpa pela maioria dos acidentes à imprudência dos motoristas, mas certamente rodovias em pista simples, mal sinalizadas e esburacadas contibuem para a repetida tragédia do trânsito em nosso Estado.


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