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Juntos vamos derrotar o vírus

Enquanto se discute se vamos salvar vidas ou a economia, como se essa fosse a grande equação do momento, o terrível coronavírus avança por todo o território nacional. Enquanto governadores se posicionam de maneira firme e o governo federal tenta tomar as rédeas da situação, a pandemia se consolida com o aumento assustador do número de casos em todo o país. Da noite para o dia, vê-se o número de infectados se multiplicar por três e o perigo maior é o colapso do sistema de saúde pública e privada do país.

Uma população de mais de 200 milhões de habitantes está assustada e trancada em suas próprias casas. Do sofá de casa assiste, em rede nacional, o bate-boca político sobre a quem cabe a decisão sobre fechar fronteiras dentro do território nacional. Acrescente-se a isso a preocupação, pertinente, porém, inoportuna para o momento, de empresários que vão para as redes sociais pregarem que o pior ainda está por vir: desemprego em massa, fome e miséria, como se esses três flagelos fossem pior que a própria mortalidade de milhares de cidadãos, como já acontece em países como a Itália, Espanha e Estados Unidos, onde a rede pública de saúde funciona muito melhor do que aqui. Os exemplos estão aí, nas nossas barbas, mas há quem duvide da pandemia, há quem espalhe fake news e ainda há quem vá para as ruas, praias, parques, praças como se o isolamento social fosse uma colônia de férias. Todos estão sofrendo emocionalmente com a situação que nos foi determinada pelo estado de calamidade pública, mas tem quem não entenda ou não queira entender.

No entanto, para a nossa salvação a maioria acredita em pandemia - pesquisa do DataFolha comprovou isso - e por isso os governadores, como e de Santa Catarina, Carlos Moisés, e prefeitos, entre eles o de Gaspar, Kleber Wan-Dall, estão tomando medidas preventivas corretas do ponto de vista da preservação da segurança das pessoas. Medidas rígidas, é verdade, mas necessárias para tentar frear o avanço do Covid-19. E se amanhã conseguirmos reduzir os impactos da doença na população graças a essas medidas, certamente terá valido a pena o sacrifico de milhões de brasileiros.

A situação, neste momento, está fora de controle e ainda nem chegamos no "pico" da pandemia - isso vai acontecer daqui a um mês, pelas previsões dos especialistas. Pela primeira vez na história, o planeta inteiro luta contra um inimigo comum e invisível. A situação requer união. Até árabes e muçulmanos vão precisar dar mãos para eliminar o inimigo que se mantém forte, agressivo e mortal, principalmente entre a população de idosos e pessoas com algum tipo de doença crônica.

Chegou a hora de o Brasil dar um tempo para as diferenças políticas e se unir contra o inimigo. Vamos aceitar as nossas fraquezas. Descermos do pedestal da arrogância e entender de uma vez por todos que se trata de um "gripão" e não de uma gripezinha. O governo federal enfim foi para o front da batalha encarar, junto com seus ministros e toda a abnegada equipe médica, o inimigo que chega por portos, aeroportos, rodovias e outros caminhos que não conseguimos rastrear.

Serão tempos difíceis, é verdade. Vamos ter desemprego. Mas nada comparado ao horror de hospitais lotados e pessoas morrendo por falta de atendimento. Deve existir preocupação prioritária com o ser humano, com a preservação de vidas. Não se pode trocar a normalidade das atividades por milhares de vidas. Não podemos nos permitir fazer de conta que não está acontecendo nada. Não é justo. Não se pode aplicar a lei dura da segregação. Indivíduos têm os mesmos direitos constitucionais, e um deles é à saúde. É dever do estado garantir a saúde da população. Se existe uma ameaça que pode provocar a morte de milhares de pessoas é preciso combatê-la com todas as armas, eliminá-la ou, no mínimo, diminuir os seus impactos. Não existe guerra sem luta, e estamos em guerra. A pior já enfrentada depois do conflito da Segunda Guerra Mundial, com bem definiu a chanceler da Alemanha, Ângela Merkel, que até ontem estava com suspeita de ter contraído o vírus. E se estamos em guerra, precisamos nos comportar como soldados no front.

Existe a determinação para que as pessoas fiquem em casa e isso precisa ser respeitado. Você pode até não se importar em pegar o coronavírus, mas não tem o direito de transmiti-lo a outras pessoas. Para cada infectado, existe a possibilidade de transmitir a outras cinco pessoas. Portanto, fique em casa.

Entende-se a apreensão de toda a classe empresarial, assustada com os prejuízos que virão de comércios fechados e indústrias reduzidas a 50% da capacidade produtiva, mas isso é necessário para que se preserve o bem maior: a vida. Unidos, vamos superar mais esse momento.

Infelizmente, o Covid-19 chegou numa hora em que a economia brasileira dava sinais de reação, mas aconteceu e agora será preciso, primeiro, recuperar a economia, para depois recomeçar. Com força, determinação e união vamos superar a pandemia e a vida vai voltar ao normal. Isso é líquido e certo.

E comecemos essa união por nós, da imprensa, que tem feito um trabalho brilhante de levar a informação às pessoas, inclusive expondo alguns profissionais às ruas das cidades. Mas, enfim, esse é o nosso trabalho e ele precisa ser feito para que a informação correta possa chegar a mais pessoas e elas possam se prevenir contra o mal.

Nossa capa de hoje é especial, traz a mensagem, "Vamos juntos derrotar o vírus", "unidos pela informação e Responsabilidade". Capa esta publicada também por mais de uma centena de jornais catarinenses e por grandes jornais do Brasil. Nosso intuito é levar a você a informação com credibilidade e responsabilidade e Respeito!

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