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Enfim, a vacina

Foi uma longa e angustiante espera, muitas vezes prejudicada pela burocracia, por outras pela necessidade de uma maior comprovação científica, mas a vacina Coronavac contra a COVID-19 começa a chegar aos estados e municípios de norte a sul do País. E chega num momento extremamente delicado em que as pessoas já não estão mais morrendo por causa da doença, mas pela falta de leitos de hospital e até pela falta de insumos básicos, como o oxigênio, como é o caso dos estados do norte do País.

O Brasil bateu todos os recordes, superou todas as expectativas negativas, serviu de modelo ao mundo de como não se administra uma crise sanitária. As pessoas também abusaram da sorte, se aglomeraram em bares, restaurantes, praias e festas clandestinas. Uma bagunça generalizada e que se perdeu o controle em determinado momento da pandemia. Talvez, tenhamos iniciado o isolamento cedo demais, ou negligenciamos das medidas de contenção. Mas, enfim, a vacina chegou, mas ainda não será para todos. A esmagadoria maiorida população não terá acesso à imunização nem que pague pela vacina. O momento, portanto, é de se comemorar o início de uma nova, porém ela é ainda tímida e vai exigir que continuemos nos prevenindo com máscara, álcool em gel, distanciamento e principalmente com responsabilidade com o próximo, pois a ninguém é dado o direto de colocar em risco a saúde de outro. A pandemia está aí, bem viva, e o vírus circulando entre as pessoas, o mundo não voltará ao normal tão cedo, essa é uma realidade que precisamo aceitar e conviver seja ela com vacina ou não.  


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