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Cadê o senso de urgência?

A chuva voltou a amedrontar a população do Vale do Itajaí. E toda vez que chove um volume alto e persistente, a ideia é que se tenha, no mínimo, previsbilidade para o que possa vir a ocorrer. Ou seja, precisamos nos antecipar aos fatos. As lições de 2008 mostram que prever determinadas situações ameniza em muito os impactos de um evento climático, salva vidas. É verdade que se investiu muito depois de 2008, embora ainda se espere que situações como a da barragem de José Boiteux, atualmente desativada, possam ser resolvidas o mais breve possível.

Além da chuva desta semana, assusta também a notícia de que o radar meteorológico de Lontras, num investimento de 10 milhões, está desativado por falta de peças. Em dezembro do ano passado, a Defesa Civil de Santa Catarina publicou, em seu site, um comunicado onde explica que Lontras não está operando, mas que o Radar do Morro da Igreja, em Urubici, faz a cobertura da região.

Ainda segundo a Defesa Civil, o problema no radar foi detectado há quase um ano (31 de janeiro). Vê-se que o senso de urgência somente aparece no serviço público quando a água já passou do queixo. Tivemos um evento climático terrível no Alto Vale em dezembro, e a Defesa Civil afirmou que mesmo com o rdar operando não seria possível prever a enxurrada que matou 18 pessoas. Agora, um segundo evento climático em que este tipo de equipamento é fundamental para a previsibilidade. O radar cobre ou deveria cobrir 191 municípios. Praticamente voltamos à estaca zero, ou seja, a velha e surrada régua lá dentro do rio, medindo a água que desce, sem sabermos exatamente o que ainda está por vir. Uma verdadeira roleta russa.


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