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A UTI do hospital

A conclusão é técnica. Um hospital sem UTI traz insegurança a pacientes e médicos. Essa é questão vinha sendo discutida desde a reforma do hospital de Gaspar, há mais dez anos. Médicos atendiam seus pacientes no hospital de Gaspar, mas operavam em unidades de saúde de Blumenau, Brusque e tajaí, porque lá tem UTI.

Na reforma do nosso hospital, a UTI não foi incluída em função do elevado custo não só de implantação, mas de manutenção. Quem deveria custear a UTI é o Sistema Único de Saúde, que arrecada muito com as nossas contribuições, porém, devolve um serviço ridículo para a população.

Sem UTI, o hospital ficou privado de oferecer diversos procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade, o que acaba refletindo na receita. A instituição sobreviveu financeiramente até agora dos recursos da administração municipal.

A pandemia abriu a possibilidade de Gaspar instalar leitos de UTI. Com a falta dos equipamentos no mercado, a prefeitura decidiu pelo aluguel por seis meses. O prazo está expirando, mas a promessa é de que os leitos de UTI - não acreditamos que todos - serão mantidos. É um custo hoje de mais de R$ 500 mil por mês. Se o hospital já se debate com uma despesa maior que a receita, logo se concluiu que a dívida vai aumentar ou, então, o hospital vai precisar de uma solução rápida e definitiva para tapar o rombo. Se ela virá novamente da prefeitura ou se o Estado vai colocar a mão no nosso hospital ninguém sabe, por enquanto, os discursos ocorrem no calor de uma pandemia. A UTI do hospital de Gaspar é uma realidade e desativá-la agora seria tecnicamente um desastre e politicamente uma enorme prejuízo a quem vem prometendo mantê-la. A prova de que a UTI precisa ser mantida são as 20 vidas que foram salvas na pandemia.


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