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A pandemia do bem

O título deste editorial pode soar estranho. Desde quando uma pandemia pode trazer algo de bom? De fato, a pandemia do novo coronavírus já matou centenas de milhares de pessoas no mundo - só no Brasil mais de 51 mil, mas há sim uma lição que pode ser tirada em meio a tudo o que está acontecendo: a da solidariedade. Nunca na história recente da humanidade, as pessoas estiveram tão próximas e preocupadas umas com as outras. É como se, derrepente, surgisse uma onda do bem, onde aquelas de melhor condição financeira quisessem de fato compartilhar o que lhes sobra com quem perdeu tudo ou quase tudo. O resultado do atual momento é uma infinidade de boas ações. Empresas, que até então se preocupavam apenas com o marketing de vendas, do dia para noirte se viram praticando o marketing social, atenuando ou eliminando os enormes problemas sociais que surgiram a partir da pandemia. As pessoas que hoje sofrem com a perda do emprego são as mesmas que, num futuro próximo, quando tudo voltar ao normal, novamente ocuparão postos de trabalho para fazer a economia voltar a girar em seu ritimo normal. Há, também, ações de grupos de pessoas da comunidade que comovem a todos. Nesta semana, os gasparenses e demais moradores da região voltaram a demonstrar sensibilidade diante do drama vivido pela jovem Johana Pereira, portadora de um grave câncer de ovário. Depois da sua história ir parar na mídia e redes sociais, em poucos dias ela obteve R$ 300 mil para a cirurgia que vai salvar a sua vida. A pergunta que fica: Será que senão estivéssemos passando por um momento tão delicado, de perdas e incertezas, Johana conseguiria em tão pouco tempo arrecadar o dinheiro? É de pensar e refletir.

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