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A Amazônia é nossa?

Afinal, de quem é a Amazônia? Em outros tempos não se deveria nem fazer essa pergunta, mas ela surge oportuna na medida em que diversos países manifestaram preocupação pelo excesso de queimadas e incêndios na maior floresta tropical do mundo. O bate-boca desencadeou uma ridícula crise internacional. O desmatamento na Amazônia sempre existiu, mas se controlado e em áreas permitidas de reflorestamento não estaria causando tanto alvoroço. Só o fato do presidente Jair Bolsonaro afirmar que da "Amazônia cuidamos nós" causa calafrios lá fora e leva a posições bem mais radicais que a do próprio presidente como, por exemplo, discutir o conceito de soberania diante do fato dos países do G7 não acreditarem que o Brasil possa cuidar da sua floresta. Mas, eles cuidam de outras reservas naturais? O mundo precisa da Amazônia, mas também precisa dos oceanos limpos e não cada vez mais carregados de dejetos, e do ar sem a fumaça das chaminés das fábricas de países como França, Inglaterra e Alemanha que hoje acusam o presidente Bolsonaro de apoiar as queimadas na Amazônia. Entre tantas coisas ditas nos últimos dias, talvez a mais lúcida tenha partido de um editorial da revista The New Republic, que afirma que o presidente Donald Trump deveria se preocupar mais com o aquecimento global. O recado é simples: não adianta só preservar a Amazônia. O mundo precisa discutir mais amplamente a relação dos governos com o meio ambiente.


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