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Vacina, o trabalho e a coragem, por Vinicius Lummertz

Confesso aos leitores desta Rede Catarinense de Notícias, um patrimônio da Comunicação catarinense construído ao longo de décadas por mais de uma centena de jornais do interior do nosso estado, que minha emoção foi ao limite na quarta-feira da semana passada, quando recebi da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) uma bela homenagem dos 295 prefeitos e prefeitas de nosso estado que consideraram relevante meu gesto de aproximar a entidade do Instituto Butantan em busca de uma vacina para imunizar o povo catarinense.  

No mesmo evento, que elegeu e empossou a nova diretoria da Fecam, foi homenageado também o diretor do Butantan, o cientista Dimas Covas e aqui eu lembro a você que, se não fosse a entidade municipalista catarinense ter assinado no dia 10 de dezembro do ano passado um protocolo para obtenção da CoronaVac, talvez hoje você não estivesse vendo pessoas sendo vacinadas aí na sua cidade. Depois da iniciativa pioneira da Fecam, a qual tenho orgulho de ter apoiado e articulado, dezenas de estados e cidades brasileiras passaram a procurar o Butantan com o mesmo objetivo. E foi assim, sob pressão, que o Ministério da Saúde acabou integrando essa vacina ao Plano Nacional de Imunização.

No meu agradecimento às prefeitas e prefeitos de Santa Catarina, também fiz questão de render outras homenagens. Não poderia deixar de destacar a coragem do governador João Doria, que enfrentou todas as adversidades, críticas, mentiras e ameaças para que hoje o Brasil pudesse ter uma vacina. O mesmo pode-se dizer de Dimas Covas que, naquele momento da homenagem, teve que mandar um representante ao telão virtual, porque estava negociando com o governo chinês para a importação de insumos, fazendo o papel que deveria ser do Governo Federal.

Por isso repito aqui o disse naquele evento: é hora de o Brasil ter maturidade política e responsabilidade social. É inaceitável que a terceira maior democracia do planeta não tenha sido sequer convidada para fazer parte do chamado D10, o novo grupo das dez maiores democracias do mundo. É hora de nos afastarmos do ilógico e do irresponsável, que quase nos fazem ficar sem a vacina. Só a vacina vai nos dar a normalidade de volta e hoje ela é o melhor programa de emprego e renda ou qualquer outro programa que este país necessita. Finalmente, deixei meu agradecimento à Fecam e reafirmei minha parceria permanente com meu estado e com as nossas cidades.

Aliás, parceria essa que foi ampliada também naquele ato, com um novo acordo São Paulo-Santa Catarina: um convênio assinado entre o novo presidente da Fecam, Clenilton Pereira, e o presidente da Associação Paulista de Municípios, Fred Guidoni, que estava presente no evento. Ambas entidades vão prestar assistência às cidades dos dois estados para estudo, análise e gestão de soluções integradas. Esse modelo será levado nos próximos dias ao presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, em Brasília, para que outras federações de municípios do país se integrem a ele.

Finalmente, quero dizer a você que o episódio da vacina do Butantan marca indelevelmente a diferença entre o trabalho sério, corajoso, competente, em favor do povo brasileiro e sempre junto da ciência e da razão; e o omissão, a incompetência, a covardia e o curandeirismo negacionista. Um trouxe a esperança. O outro tem trazido a dor e a desgraça.

Vinicius Lummertz, catarinense e secretário de Turismo de São Paulo



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