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O potencial do investimento em pesquisa e desenvolvimento

Investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D) é trilhar por caminhos prósperos. O sentimento é de satisfação ao saber que Santa Catarina tem potencial empreendedor e se destaca quando o assunto é inovação. Com a alta competitividade imposta pela globalização, especialmente no setor da indústria de tecnologia de comunicação e informação, a atividade P&D é essencial para as empresas que desejam se destacar e sobreviver nos dias atuais.

De acordo com um relatório da União Européia, EU R&D Scorecard, dos dez maiores investimentos em P&D de 2018, seis estão ligados a esse setor. A maior parte dos investimentos por empresas em P&D é feito nos Estados Unidos, de onde veio 37% dos mais de 736,4 bilhões de euros (R$ 3,15 trilhões) gastos em 2018 com isso.

O Brasil se destaca como o país latino-americano melhor representado no ranking das empresas que mais investem em inovação no mundo. Entre as seis companhias destacadas está a catarinense WEG, da minha cidade natal, Jaraguá do Sul, que faz parte desse cenário virtuoso de negócios. Com uma nova estrutura de negócios digitais, ela acelera o desenvolvimento de soluções em softwares, com monitoramento e análises de dados. As outras cinco empresas citadas na pesquisa foram a Vale, Petrobras, Totvs, CPFL Energia e Brasken.

O investimento em inovação de negócios em P&D que ressaltam o nosso Estado mostra a expansão do empreendedorismo inovador, com aspectos de crucial importância para as economias, propiciando geração de emprego, maior produtividade, crescimento econômico e diminuição das desigualdades sociais.

Por ser um componente fundamental do desenvolvimento econômico e social, as modernas economias atuaram e continuam atuando decisivamente para a contínua melhoria do ambiente de negócios, de maneira a tornar viável a criação e expansão de novos negócios e sua posterior consolidação.

Por se tratar de um diferencial competitivo, as companhias com efetivo interesse em inovar passaram a investir em centros próprios de P&D e também a procurar parcerias com outros atores, como startups, em busca de apoio na área de inovação e tecnologia. A atividade de P&D é uma das principais fontes de mudança organizacional de uma empresa e requer o desenvolvimento de projetos que, muitas vezes, não fazem parte da rotina dos profissionais.

É importante salientar que as taxas de empreendedorismo no Brasil são elevadas em comparação às das demais economias. Em um ranking de 49 países, ocupamos a 3ª colocação em relação à taxa de empreendedorismo estabelecido, com empreendedores que têm negócios já consolidados e que pagaram alguma remuneração por um período superior a três anos e meio, e a 10ª colocação em relação à taxa de empreendedorismo inicial, de empreendedores com negócios em estágio nascente ou novo. Estima-se que, em 2018, havia 52 milhões de empreendedores no Brasil, o que representa 49,8% da força de trabalho. Acredito nesse modelo de negócios com a certeza de boa colheita, que pode alavancar o nosso país!


Carlos Chiodini, deputado federal por Santa Catarina


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