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Importância da saúde mental no enfrentamento das mudanças provocadas pela pandemia

Talvez em nenhum outro momento da nossa história fomos impactados por tantas mudanças em diferentes contextos ao mesmo tempo. A pandemia exigiu reorganizações no trabalho, que para muitos passou a ser exercido em casa, em esquemas chamados de home office ou "trabalho remoto". As escolas mudaram as práticas de ensino e todos os lares em que residem estudantes foram afetados. A vida familiar cotidiana intensificou-se no convívio extenuante limitado pelo "isolamento social" e permeado pelo "medo do contágio" ou medo de adoecer. As relações interpessoais passaram a ser reduzidas e alteradas para formas mediadas por tecnologia, que, se por um lado, nos permitem manter algum contato, por outro, não suprem completamente a experiência do "olho no olho".

Todas essas mudanças ocorreram muito rapidamente, em meio a um contexto de medo e preocupação com o avanço da pandemia, sem que tivéssemos tempo para nos organizarmos e refletirmos sobre as consequências de tantas transformações. Diante desse cenário de modificações, há os que conseguiram se adaptar com certa tranquilidade e há os que ainda sentem um enorme estranhamento e desconforto nos dias atuais.

É compreensível e inclusive esperado que muitos estejam percebendo um aumento de ansiedade, de preocupação, cansaço e estresse diante dos desafios que as mudanças impuseram. Há sem dúvida uma carga grande de mudanças para administrar. É importante lembrar que o ser humano é dotado de imenso potencial de aprendizagem e pode desenvolver novas habilidades e aprender durante toda a sua vida. Além disso, somos seres criativos e isso certamente nos auxiliará a enfrentar estas adversidades e outras que ainda virão.

Além disso, sabemos que corpo e mente são interligados e se influenciam mutuamente, por isso, é importante cuidar da mente e do corpo. Práticas simples, como manter uma alimentação saudável, praticar alguns exercícios físicos e zelar pela quantidade e qualidade do sono farão a diferença no decorrer desse tempo de mudanças. Cultivar a gratidão pelas coisas boas que ocorrem e que vivenciamos a cada dia, exercer a empatia e a compaixão, ser menos crítico diante de imperfeições e falhas e manter o foco no presente são atitudes que podem tornar nossa experiência mais leve.

É importante que busquemos retomar estratégias e ferramentas de cuidado que já utilizamos em outros momentos de crise ou sofrimento e ações que trouxeram sensação de maior estabilidade emocional (meditação, leitura, exercícios de respiração, ouvir músicas, entre outras atividades). São pequenas atitudes que farão a diferença! Experimente!

Gislaine Cristhiane Berri de Sousa,

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSC e Psicóloga do Câmpus Gaspar do IFSC 


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