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É preciso se reinventar, se comunicar e contribuir melhor com a sociedade

Nunca vi rastro de cobra, nem couro de lobisomem, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come [...]" diz a memorável música Homem com H de Ney Matogrosso. Se não o mundo inteiro, mas parte significativa dele está se sentindo sem alternativas. Entretanto, algo é certo e é preciso reconhecer: esta pandemia irá acabar e apenas fará parte da história como mais uma tragédia mundial; mas até lá é preciso agir. No meio publicitário, o português Manuel Soares de Oliveira resgata um fato inusitado. Segundo ele, na Inglaterra, durante a Segunda Guerra os grandes produtores de chá continuavam fazendo propaganda. Isso, mesmo com o racionamento e sem nada ser produzido, pois: primeiro, tinham consciência de que quando a guerra acabasse, a marca lembrada pelos consumidores sairia na frente em termos de vendas; e segundo, o efeito psicológico que as propagandas causavam, já que espalhar propagandas pelo país davam esperança e fé às pessoas, pois no meio do bombardeio outdoors eram reconstruídos, por exemplo. Hoje é preciso manter o mesmo espírito e lógica das empresas inglesas de chá durante a Segunda Guerra Mundial, ou seja, entrar em estado de pânico e paralisar em nada ajudará. Nesse sentido, a pesquisa Kantar aplicada com 25.000 consumidores em 30 mercados mundiais, inclusive no Brasil, traz: (1) as marcas que investem em propaganda durante as crises crescem até cinco vezes mais; (2) a população mundial deseja que as marcas sejam úteis. Mais do que nunca a criatividade e a inovação são o combustível para reinventar os negócios para gerar os resultados, e a propaganda continua sendo a forte aliada desse processo. Isso numa visão integrada, seja pela inserção de serviço de tele entrega de produtos; das propagandas tradicionais, como em jornal da cidade aliadas às digitais. Essas últimas, segundo a pesquisa eMarketer, dos anúncios realizados atualmente: 35,1% são no Google; 20,8% no Facebook e 7% na Amazon. Enfim, o mundo é dinâmico e acelerado; a concorrência é cada vez mais acirrada, os consumidores estão cada vez mais exigentes e as crises são a grande oportunidade das empresas inovarem de verdade. É preciso se reinventar em termos de produtos e serviços, se comunicar mais com o mercado consumidor e contribuir melhor para a sociedade.  

Bárbara Silvana Sabino , Professora Mestra em Administração do Câmpus Gaspar do IFSC 



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