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Vacinação de pacientes reumáticos contra o sarampo exige cuidados especiais

08 Fevereiro 2019 13:05:00

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a vacina tríplice viral é composta por vírus atenuados (enfraquecidos), por isso a imunização desses pacientes exige um planejamento junto com o médico reumatologista.



Neste ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo acontecerá entre os dias 6 e 31 de agosto. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR), estará disponível nos Postos de Saúde da rede pública. No entanto, é necessário que pacientes que utilizam medicamentos imunossupressores, usados para tratar doenças reumáticas, façam uma avaliação prévia com um médico antes de vacinar.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a vacina tríplice viral é composta por vírus atenuados (enfraquecidos), por isso a imunização desses pacientes exige um planejamento junto com o médico reumatologista. Em muitos casos, a administração só deve ser feita quando a doença estiver estabilizada, porém o especialista pode optar pela suspensão do medicamento ou, até mesmo, pelo atraso da prescrição para que o sistema imunológico fique em ordem, reagindo melhor à vacina. 

Pensando nisso que a SBR realizou uma nota técnica com orientações para estes especialistas. 

Palavra de especialista 

A reumatologista Catarina Vila explica essas orientações: "Pacientes considerados não imunossuprimidos são aqueles que estão clinicamente estáveis, pode e devem vacinar. No caso dos pacientes considerados sob baixo grau de imunossupressão, que são aqueles que usam alguns medicamentos, indicado é planejar a vacina conforme o risco de contrair a doença".

"Já para os pacientes considerados sob alto grau de imunossupressão, a vacina está contraindicada, mas o médico pode indicar quando houver mais benefícios do que riscos. Se indicada, a medicação deve ser suspensa e reiniciada após um intervalo que vai depender da medicação que estava em uso", destaca a especialista. 


Sarampo 

Durante todo o mês de julho, o Ministério da Saúde alertou a população sobre a necessidade de fortalecer a vacinação contra o sarampo. A doença é altamente transmissível, podendo causar sérias complicações e evoluir para óbito. A transmissão ocorre por dispersão de gotículas com partículas virais no ar. Ambientes fechados como creches, escolas, clínicas e meios de transporte, incluindo aviões, são locais mais propícios para contrair o vírus, que pode ser transmitido 5 dias antes e 5 dias após a erupção cutânea.

Os sintomas do sarampo são febre alta, tosse, erupções na pele de cor avermelhada, coriza, conjuntivite e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, antecedendo ao exantema. 

Segundo o Programa Nacional de Imunização (PNI), a vacina tríplice viral (SCR) é aplicada em duas doses entre os 12 meses de idade e 29 anos e uma dose única para adultos entre 30 a 49 anos. Contudo, a sua administração também é contraindicada para pessoas alérgicas à proteína do ovo, existindo nas clínicas particulares a versão da vacina para essa população. 

Quem já foi vacinado não precisa se preocupar, pois a imunização não possui prazo de validade. Assim como, quem não sabe se tomou a vacina deve aplicá-la, visto que não há prejuízo para a saúde do indivíduo caso ele receba uma nova dose.





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