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Pandemia

Segunda onda da COVID atinge Gaspar e região

De acordo com as autoridades, tendência é pelo aumento da curva de infectados nas próximas semanas


Santa Catarina viu nos últimos dias o número de mortes e de novos casos da COVID-19 dispararem em quase todas as regiões. Dados divulgados na quinta-feira (19) apontaram para 21.536 casos ativos da doença no Estado - o maior número desde o início da pandemia. E, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a situação deve se agravar nas próximas semanas. A chamada Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que reúne gestores estaduais e municipais, estima que o quadro pode ser mais drástico do que foi em julho, quando SC registrou recorde na média diária de mortes.

Na região do Vale do Itajaí, os números também preocupam: nesta semana, Blumenau registrou novo recorde negativo, contabilizando 479 casos da COVID-19 - o maior número registrado em um único dia desde o início da pandemia. Em Gaspar, a doença também voltou a avançar. Nos últimos 15 dias, mais de 550 casos do novo coronavírus foram confirmados no município e cinco mortes registradas entre os dias 11 e 19 de novembro. (veja gráfico ao lado) Na quarta-feira (18), mais da metade dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) implantada no Hospital de Gaspar já estava ocupada.

A cidade permanece no nível grave no mapa de risco potencial, definido pelo Governo do Estado. De acordo com o secretário de Saúde de Gaspar, Arnaldo Munhoz, o município vive a segunda onda da doença. "Esse aumento dos casos era esperado tendo em vista que a nossa realidade de hoje é sempre reflexo de 14 dias atrás. Essa semana fechou exatamente 14 dias após o feriadão do dia 2 de novembro. Os casos tendem a aumentar ainda, pois o aumento mais significativo está sendo a partir desta semana", alerta. A redação do Jornal Metas conversou com o secretário para entender como está a situação na cidade. Confira:

Jornal Metas: Em números, quanto aumentou a procura por atendimento no Centro de Triagem da última semana para esta?

Arnaldo Munhoz: Entre os dias 9 e 14 de novembro foram realizadas 530 consultas médicas no Centro de Triagem. Nesta semana, entre os dias 16 e 18, foram realizadas 448 consultas médicas, restando ainda três dias de atendimento. Comparando segunda, terça e quarta-feira da semana passada com segunda, terça e quarta-feira desta semana já atendemos 43,59% a mais.

JM: O atendimento no Centro de Triagem será retomado aos finais de semana a partir deste sábado (21). A decisão foi tomada justamente devido ao aumento no número de atendimentos?  

Arnaldo: Sim. Vale destacar que esse aumento da procura pelo serviço, assim como o aumento do número de casos ativos, já vem sendo acompanhado há três semanas. Esse aumento está mais lento do que na primeira onda, quando o aumento foi mais abrupto e em curto espaço de tempo.

JM - Analisando os números podemos dizer que Gaspar vive o segundo "pico" da doença? Isso era esperado pelas autoridades? A expectativa é que estes números aumentem ainda mais ou já devem começar a diminuir?

Arnaldo: Sim. Analisando os dados, com certeza, estamos numa segunda onda. Esse aumento dos casos era esperado tendo em vista que nossa realidade de hoje é sempre reflexo de 14 dias atrás. Essa semana fecha exatamente 14 dias após o feriadão do dia 2 de novembro. Os casos tendem a aumentar ainda, pois o aumento mais significativo está sendo a partir desta semana.

JM - O que pode ter levado a esse aumento no número de casos, uma vez que a situação já estava bastante controlada na cidade? O que é preciso fazer agora para que ela não se agrave ainda mais?  

Arnaldo: Como já mencionei anteriormente, este aumento está relacionado diretamente ao feriadão. Para que os casos não continuem subindo precisamos da consciência de todos para que sigam as orientações quanto aos cuidados de prevenção que devemos ter. É necessário manter o uso de máscara, evitar aglomerações e manter as mãos higienizadas com água e sabão ou álcool gel 70%.

JM - Por enquanto Gaspar não anunciou novas restrições. Mas há possibilidade disso acontecer?  

Arnaldo: As restrições estão sendo pautadas pelas Portarias Estaduais datadas desde agosto e setembro, onde sinalizam restrições quanto a ocupação dos espaços e não quanto a fechamento de algum segmento.

JM - Gaspar voltou a registrar óbitos devido à COVID-19. As mortes são, na maioria, de idosos. Alguma recomendação neste sentido? 

Arnaldo: O que recomendamos desde o início da pandemia é que os idosos devem permanecer sempre que possível em isolamento. A família que possui um idoso em sua composição deve manter os cuidados ao chegar em casa, tais como deixar os calçados fora da residência, preferencialmente tomar banho antes de iniciar qualquer atividade dentro de casa, higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel 70% e evitar reuniões familiares.



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