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SOLIDARIEDADE

Projeto de artista gasparense irá ajudar Casa de Apoio

Recursos adquiridos com a venda de algumas obras de Cainã serão repassados à entidade


Obras serão produzidas com madeira doada à entidade pela Polícia Militar Ambiental / Foto: Divulgação/


Uma carga de madeira nativa apreendida pela Polícia Militar Ambiental de Blumenau poderia virar apenas lenha. Mas, pelas talentosas mãos do gasparense Cainã Gartner, 29 anos, a madeira não só irá se transformar em obras de arte, como também irá contribuir com a Casa de Apoio à Criança com Neoplasia no município. 

O artista explica que a madeira foi doada à Casa de Apoio mas que, em sua forma bruta, não teria utilidade para a entidade, que precisa de recursos. Foi quando os policiais lembraram de Cainã. "A Polícia Ambiental entrou em contato comigo e me falou sobre a madeira que havia sido apreendida, pois era produto contrabandeado. O máximo que a entidade poderia fazer era vender a madeira para ser utilizada como lenha, mas isto teria um retorno muito baixo para a Casa de Apoio. Então comprei a madeira e tive a ideia de lançar o projeto", afirma o artista.  

A ação proposta por Cainã ainda está sendo elaborada mas a ideia é produzir obras de arte numeradas para serem comercializadas e, depois, os recursos repassados em sua totalidade à Casa de Apoio. "Quero lançar o projeto até semana que vem e já iniciar a produção das peças. O objetivo, depois de iniciado o trabalho, é concluí-las em um mês", garante o artista.  

Cainã conta que a madeira adquirida por ele não será totalmente utilizada para as peças numeradas. Parte da matéria-prima será transformada em brinquedos, para serem doados para creches de Blumenau e Gaspar e outra parte será transformada em pentes, para serem distribuídos a asilos da região. "Ajudar o próximo faz parte da minha essência, é uma realização pessoal. Se a contribuição está ao meu alcance, por que não ajudar?", diz.  

Esta não é a primeira vez que o artista gasparense se envolve em uma grande causa social. Em maio do ano passado, Cainã foi escolhido para esculpir a réplica do capacete de Ayrton Senna. Parte dos recursos adquiridos com as vendas das peças, também numeradas, foram repassadas para a Instituição Ayrton Senna.  

Conforme explica o comandante da Polícia Militar Ambiental do 2º Pelotão, tenente Róbson Dias Savitraz, a madeira nativa apreendida estava sendo transportada de forma irregular, sem licença e sem a documentação necessária. O flagrante aconteceu há cerca de uma mês, na cidade de Guabiruba. "Quando acontece apreensões como esta, abre-se um processo administrativo para dar um destino ao material apreendido. Na maioria das vezes, é feita a doação para alguma entidade, como aconteceu neste caso", afirma.  

O artista 

Os trabalhos com madeira na família de Cainã iniciou com seu bisavô, Arnold Gartner, que trabalhava com jardinagem rústica. Após seu falecimento, o avô de Cainã, José Gartner, foi quem assumiu os trabalhos e tornou o produto mais comercial. Na época, ele foi descoberto por uma empresa do Rio de Janeiro (RJ) - a Imaginarium - e passou a produzir peças, como porta retratos, bandejas, massageadores, cabides, entre outros produtos, exclusivamente para a marca. A demanda aumentou tanto que o pai de Cainã, Carlos Roberto Gartner, constituiu uma empresa para ajudar nos trabalhos. E era nesse "atelier", no bairro Coloninha, que Cainã passou toda sua infância. Desde criança ele manuseava as ferramentas e "criava" seus próprios brinquedos. 

Mas, o que era um hobby, acabou se tornado sua profissão. Em 2011, o pai de Cainã e a Imaginarium encerraram a parceria - foi quando o jovem artista percebeu que iria ficar sem o atelier. Então, para não ter que parar de criar, Cainã abriu o seu próprio negócio. A produção das peças continua sendo feita no mesmo atelier, no Coloninha.  



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