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EMOÇÃO

O meu primeiro Dia dos Pais

Rafael conta as horas para comemorar, pela primeira vez, a data ao lado do pequeno Fernando


Rafael é só emoção ao falar do primeiro Dia dos Pais ao lado do pequeno Fernando e da esposa Ana Flávia / Foto: DS Fotos/


A ansiedade é como a de um garoto prestes a completar os 18 anos ou a maior idade. É esta a definição de Rafael Schwartz, 37 anos, para o seu primeiro "Dia dos Pais", que será comemorado no domingo (11). Ao lado da esposa Ana Flávia Avancini Schwartz, o papai do Fernando - um bebê de apenas três meses - não vê a hora de comemorar a data. "Ser pai não se compara a nada, não tem como explicarmos esta sensação. Depois que o seu filho nasce, você começa a ver o mundo de outra maneira, é uma grande transformação pessoal", diz. A notícia da primeira gravidez de Ana Flávia pegou o casal de surpresa - mas foi ela que fez com que Fernando viesse ao mundo. "Na primeira gravidez, minha esposa sofreu um aborto natural. Mas tínhamos ficado tão felizes com a notícia que após a perda do bebê decidimos que queríamos engravidar novamente", relembra.

Assim, poucos meses depois, durante um jantar em um restaurante, Rafael recebeu um recado especial no seu prato. O "parabéns papai" jamais será esquecido. "Na hora fiquei muito feliz, mas também um pouco apreensivo, devido a nossa primeira perda. Mas depois que escutei o coração do Fernando pela primeira vez foi só alegria", afirma. A felicidade mais que triplicou após o nascimento do bebê e, segundo Rafael, só aumenta a cada dia. "Durante a gravidez, não entendemos muito bem qual é a sensação de sermos pai. Mas quando pegamos nosso filho no colo, tudo passa a fazer sentido. É quando entendemos o verdadeiro conceito de família", emociona-se.

Rafael conta que desde a revelação da gravidez fez questão de estar ao lado da esposa e participar de todas as etapas. "Fiz cursos, assisti palestras e assisti ao parto, que foi normal". A preocupação do casal agora é com o desenvolvimento saudável do bebê, mas para o futuro, o papai de primeira viagem tem apenas um desejo: formar uma pessoa de caráter. "Este é o meu sonho. O que eu quero é conseguir educar meu filho de uma maneira que ele possa vir a somar na sociedade. Somar na família, na escola, na faculdade, no trabalho... se ele tiver princípios e for desprendido de preconceitos todo o resto ele vai conseguir conquistar", prevê Rafael.

Enquanto este dia não chega, Ana Flávia e Rafael vão registrando todas as experiências com Fernando em um diário eletrônico. "Escrevemos cartas para ele e alimentamos o diário com fotos. Queremos deixar tudo registrado para, na hora certa, entregar a ele este material. A ideia é que ele possa entender o que sentimos durante seu crescimento e desenvolvimento", afirma. Rafael é escrevente notorial mas em Gaspar, o Gaúcho, como é chamado pelos amigos, é conhecido pelo seu envolvimento com o esporte. Colorado "doente", ele não perdeu tempo e já transmite para Fernando sua paixão pelo Internacional. O bebê já é até oficialmente "Sócio Coloradinho". "Precisamos acompanhar e aproveitar todos os momentos. Antes do nascimento, durante e depois. É uma oportunidade que Deus nos deu que não volta jamais. Não tem nada mais prazeroso, por exemplo, eu lembrar do que já vivi ao lado do Fernando e da minha esposa. É muito gratificante, faz tudo valer a pena. E a conexão com o filho só se tem se estiver presente e participar de todos estes momentos", finaliza. 


Pai de 12 filhos com muito amor e orgulho


Ao lado da esposa Renate, Reinvaldo criou e educou os 12 filhos e afrma que se fosse para voltar no tempo faria tudo exatamente igual / Foto: Kássia Dalmagro - Jornal Metas /

Enquanto Rafael vive, pela primeira vez, a experiência de comemorar o Dia dos Pais, Reinvaldo Lucas, 74 anos, tem a felicidade de poder celebrar a especial data pela 47ª vez. E, nem por isso, a emoção e o frio na barriga são diferentes. Em 1971 ele casou com Renate e, um ano depois, nasceu o primeiro dos 12 filhos do casal. "Ser pai é uma honra, mas também é uma grande responsabilidade. Percebo que hoje muitos pais são pais, mas ao mesmo tempo, não são", provoca Reinvaldo. Ele conheceu a esposa em Maripá, no Paraná (PR), onde casou e onde nasceram os primeiros filhos. Depois o casal se mudou para o Paraguai e, há 25 anos, reside em Gaspar, no bairro Gaspar Mirim.  

As mudanças de endereço ocorreram devido ao trabalho de Reinvaldo, que se tornou pastor da Igreja Batista em 1979. "Foi uma luta diária e certamente nem tudo foram flores. Mas ter a casa cheia era um desejo tanto meu, quanto da minha esposa", afirma. E, segundo Reinvaldo, a grande quantidade de filhos nunca foi problema. "Sempre dava-se um jeito para tudo e as alegrias compensaram todas as dificuldades. Hoje, não poderia imaginar a minha vida sem os meus filhos. Se fosse para voltar lá atrás, eu começaria e faria tudo de novo. Eles completam a família, cada um com o seu jeito único e especial de ser", orgulha-se o papai. Mas, para funcionar, Reinvaldo conta o segredo: a exigência de muita disciplina. "Hoje, em muitas famílias, não existe mais sim ou não para os filhos. Mas, naquela época, eles precisavam obedecer e escutar os pais", recorda.

Durante estes mais de 40 anos, Reinvaldo viveu tantos momentos de felicidade e de orgulho com as atitudes dos filhos que não consegue apontar um ou outro acontecimento - "seria injusto", diz. Mas quando questionado o momento mais difícil que já viveu até hoje como pai ele não tem dúvidas: a perda de um dos filhos. Romália faleceu em 2006, aos 31 anos. "Fiquei sem chão, pois o natural da vida é os filhos enterrarem os pais, não é mesmo? Mas, Deus não faz erros e precisamos continuar a viver. Mas, certamente, este foi o momento mais triste da minha vida". Entretanto, a perda também veio acompanhada de ganhos. Hoje, além dos 12 filhos, pode-se dizer que Reinvaldo é também "pai" de 10 netos. "Os avôs são como um segundo pai. Meus netos brincam que tem duas casas", diverte-se. Há dois anos, ele ganhou outro filho: o irmão Helmut Lucas, de 65 anos, que possui necessidades especiais. "Ele residia com a minha irmã, mas depois que ela faleceu ele veio morar conosco e agora é como um filho", explica.

Com toda essa experiência, o "paizão" tem prioridade para aconselhar os papais novatos. "Ter filhos é sinônimo de muitas alegrias e orgulho. O nascimento deles nos transforma em uma pessoa melhor, precisamos de caráter para educá-los. Mas, ao mesmo tempo, exige de nós muita dedicação e responsabilidade. Por isso, minha orientação é: não fuja da raia. Haverão problemas e muitas lutas para enfrentar. Mas tudo, sem dúvidas, vale muito a pena", ensina.

E parece que Reinvaldo conseguiu fazer direitinho a lição de casa - que diga a quinta filha do casal, Rosvita Lucas, 42 anos. "Não troco o meu pai por nada. Se eu pudesse escolher, seria ele", diz. A filha diz que foi com os ensinamentos do pai que aprendeu a escolher os caminhos certos a seguir. "Agradeço a Deus todos os dias por ter um pai como ele", emociona-se.




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