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SEGURANÇA

Nova sede continua no topo das prioridades

11 Janeiro 2019 17:12:00

Novo delegado, Bruno Effori, garante que vai tentar acelerar a mudança

Foto: Effori traz a Gaspar a experiência adquirida durante oito anos de trabalho na DIC de Blumenau / Foto: Kássia Dalmagro - Jornal Metas

Desde o final do ano passado, a delegacia da Comarca de Gaspar tem um novo delegado. O brasiliense Bruno Effori, 38 anos, assumiu a titularidade no lugar do delegado Paulo Norberto Koerich, que deixou o cargo para se tornar o delegado-geral de Polícia Civil de Santa Catarina. O delegado Bruno traz à comarca sua experiência de 10 anos na polícia do Estado, sendo os últimos oito na coordenação da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Blumenau, onde atuava na divisão de Homicídios, e acumulava ainda, há seis anos, a função de coordenador da Central de Polícia. E foram estas atribuições - a experiência em administração e em investigação - que motivou a escolha de Effori pelo delegado regional. Apesar de bastante otimista para o novo desafio, o delegado afirma que assumir a titularidade da comarca gasparense é uma grande responsabilidade. "A referência da delegacia de Gaspar foi sempre o delegado Paulo Koerich, hoje nosso delegado-geral. Devido ao fato da comarca ter estado sob seu comando durante tanto tempo, existe a expectativa muito grande de que seu trabalho continue sendo feito da mesma forma, com alta produtividade e resolução dos casos", ressalta.

Não diferente dos outros delegados que passaram pela comarca nos últimos anos, Effori afirma que a prioridade será a transfêrencia da delegacia para a nova sede - um prédio em frente à atual unidade. "É necessário acelerar o processo de locação deste imóvel. Há algumas pendências ainda em relação à vistoria, mas minha meta é que a transferência de sede aconteça ainda neste primeiro semestre", projeta. Para o delegado, a mudança implica não somente na qualidade e efetividade do trabalho da Polícia Civil em Gaspar, mas também na melhora do atendimento à comunidade.

A outra prioridade será intensificar as investigações. "Fiz um levantamento baseado nos registros do último semestre e aproximadamente 80% dos boletins de ocorrência foram casos sem autoria definida. Então há uma necessidade muito grande de diligências investigativas", explica. De acordo com o delegado - em tese - não são crimes gravíssimos, a maioria se restringe a furto e estelionato. "Existem poucos roubos e alguns casos de homicídio, ano passado foram apenas seis assassinatos. Mas são casos que demandam uma investigação - os crimes patrimoniais aqui em Gaspar tem uma demanda altíssima", revela. O delegado lembra que já estão em andamento grandes investigações na cidade, iniciadas antes mesmo de sua vinda à delegacia da comarca, e que somente nesta semana outras quatro foram iniciadas. "São inquéritos principalmente relacionados com o tráfico de drogas e repressão a uma organização criminosa, que está em ascendência no nosso estado. Um dos núcleos dessa organização está no Vale do Itajaí e em Gaspar tem vários integrantes desta facção já identificados", revela. Effori também afirma que o objetivo é trabalhar em conjunto com a Polícia Militar. "Precisamos trocar informações e aproximar ainda mais as duas polícias. É unir as duas forças para obtermos mais êxitos nas ações", defende.

O delegado confessa, porém, que terá que fazer adptações para dar conta do recado, pois hoje a delegacia conta apenas com quatro agentes no setor de investigação. "É claro que este efetivo não é suficiente, somente neste ano já foram registrados na delegacia de Gaspar mais de 300 boletins de ocorrência. Mas antes de reivindicarmos mais policiais, precisamos mudar de sede, pois hoje a delegacia não tem estrutura e nem espaço para aumentar o efetivo", lamenta.

Sendo assim, o delegado revela que utilizará "táticas" que apreendeu durante sua passagem pela DIC de Blumenau. "Vamos criar planilhas geográficas e mapear os bairros com maior índice de criminalidade e, assim, direcionar nossa atividade".

Além do delegado Effori, a delegacia de Gaspar conta com o trabalho do delegado Raphael Ikawa Lanzeloti. "Enquanto eu fico responsável pela parte administrativa e pelos crimes sem autoria de Gaspar e Ilhota, as demais atribuições ficam a cargo do delegado Raphael", diz. Apesar dos obstásculos que terá que enfrentar, o delegado Effori se mostra otimista. "Acredito que será possível fazer um bom trabalho na Comarca. Os policiais estão motivados, toda renovação traz um estímulo a mais". O delegado já conhecia um pouco da realidade da cidade, o que também deve facilitar as ações. "Devido a proximidade entre Gaspar e Blumenau, os crimes acabam sendo bem relcionados. Inclusive vários dos investigados de inquéritos policiais de Blumenau são de Gaspar e as localidades sensíveis do município também eram alvos de investigação", conclui. 



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