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SAÚDE

Hospital de Gaspar segue no vermelho

11 Agosto 2017 19:37:43

Mesmo recebendo quase R$ 3 milhões em 2017, instituição mantém o défict mensal

Redação Jornal Metas - jornal@jornalmetas.com.br
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Foto: Dimas Freitas/Jornal Metas
Hospital de Gaspar segue buscando soluções para equilibrar as finanças

Sob intervenção desde 2014, o Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro segue sofrendo com graves problemas financeiros. Com uma divida avaliada em R$ 15 milhões, entre obrigações trabalhistas e com fornecedores, principalmente, impostos, a instituição sobrevive graças aos repasses do governo municipal, que estão cada vez mais comuns. Mesmo com o aporte municipal, o déficit mensal do Hospital é de aproximadamente R$ 150 mil, colocando em risco o atendimento.

Mesmo com as dificuldades, a secretária-adjunta da Fazenda e Gestão Administrativa e presidente da Comissão Administrativa do hospital, Ana Karina Schramm Matuchaki, mantém o otimismo em relação ao Hospital. “Temos um hospital totalmente livre de infecção hospitalar, e isso é algo muito positivo. O que precisamos é preparar a instituição para receber mais cirurgias e ampliar as fontes de captação de receita”. Ana Karina destaca que há uma ala, com 16 leitos, à disposição do hospital e que está apta a receber pacientes. “Hoje a realidade financeira não permite que possamos utilizar esses leitos, porém, se alguma empresa, ou plano de saúde, quisesse colaborar assumindo os custos deste setor, como já acontece em alguns hospitais da região, poderíamos reativar esse setor e aumentar os leitos para atendimento e as receitas”, coloca. 

Outro próblema que a agrava a situação do hospital é o ‘abandono’ da comunidade. Exemplo disso são os movimentos pró-hospital - onde entidades realizavam ações para angariar fundos e repassar à instituição, que cessaram desde a intervenção. “Nos municípios que temos hospitais bem estruturados e fortes, podemos notar a participação das empresas, entidades e da comunidade nos assuntos envolvendo a Casa de Saúde. E isso faz toda a diferença. O nosso hospital é um desafio diário, ainda mais com a divida milionária,  onde, sozinho, o município não conseguirá solucionar”, afirma o prefeito Kleber Wan-Dall (PMDB). 

Para exemplificar a importância da participação da comunidade, Wan-Dall conta o papel primordial que o ex-presidente do Conselho de Administração do Hospital de Gaspar, o executivo Sergio Waldrich, teve na negociação de uma divida de mais de R$ 200 mil. Waldrich conseguiu o perdão da empresa de softwares, Philips. “Mesmo sem por a mão no bolso, Sérgio conseguiu uma ajuda importante. Deixaremos de ter um alto custo e, além disso, poderemos voltar a utilizar o software”, explica. O programa em questão é o Tasy, voltado para gestão hospitalar e utilizado nos principais hospitais do Brasil. 

Porém, para que o Gaspar possa voltar a usar o programa, será necessário adequar toda a infraestrutura de informática. “Vamos precisar investir mais de R$300 mil para atualizar nosso setor de TI. Sem isso, não será possível utilizar o programa, que é fundamental para melhorar o controle de atendimento e administrativo. Como o município, nem Hospital, possuem condições de bancar este investimento, o apoio da sociedade seria importante”, disse Wan-Dall, que completou garantindo que a Prefeitura já buscou o auxilio da Secretaria estadual da Saúde.

 

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