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ALERTA

Golpes virtuais proliferam

Mais 12 milhões de brasileiros sofreram algum tipo de golpe pela internet nos últimos 12 meses


A facilidade de comunicação é um fator que favorece os golpistas de plantão / Divulgação/

Seguramente você conhece alguém que foi vítima de um golpe ou, no mínimo, de uma tentativa de golpe. Com a tecnologia facilitando cada vez mais a comunicação, os golpes na internet se proliferam e novas versões vão surgindo na praça. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) revelou que mais de 12 milhões de internautas (46% dos usuários) sofreram algum tipo de fraude financeira nos últimos 12 meses. Os principais casos envolvem o não recebimento de produtos, clonagem de cartão, e um produto ou serviço diferente do especifícado. De acordo com o levantamento, as fraudes eletrônicas chegam a R$ 1,8 bilhão por ano. O estudo mostra ainda que, em muitos casos, a fraude tem origem na perda de documentos pessoais, após roubo ou furto ou, ainda, o fornecimento acidental de informações pessoais por telefone ou pela internet. 

O golpista age por detrás de empresas, instituições financeiras e associações de classe de fachada. Boa parte das vítimas são pessoas idosas, já aposentadas ou pensionistas. Em Gaspar, o Procon vem alertando a população para o grande número de reclamações recebidas de cobranças indevidas diretamente do benefício do INSS. De acordo com o órgão, sete empresas, ou associações, diferentes vem aplicando o golpe, a maioria de fora do Estado.

Thiago Machado, superintendente do Procon de Gaspar, conta que a preocupação do órgão com estes descontos não autorizados aumentou depois que um levantamento mostrou que, de janeiro para cá, o Procon de Gaspar registrou 105 denúncias. "Para o tamanho da população de Gaspar, o normal seriam 20 casos, mas 105 é realmente preocupante", afirma. Os valores descontados variam de R$ 19,00 a R$ 50,00. Machado orienta para que os aposentados e pensionistas verifiquem mensalmente os extratos do INSS e bancário. "Podemos afirmar que muitos consumidores estão sendo lesados e nem sabem, muitos não conseguem identificar as cobranças indevidas". O Procon de Gaspar atua junto a essas instituições e associações na restituição dos valores descontados indevidamente. "Quando a gente consegue identificar o desconto nos primeiros meses é mais fácil reaver a quantia, e muitas dessas empresas devolvem imediatamente o dinheiro", explica. De acordo com Machado, em uma das modalidades de empréstimo, os fraudadores procuram pessoas que estão negativadas e oferecem a vantagem do empréstimo sem nenhuma burocracia, porém, sempre exigem um pagamento para a liberação do valor. "É aí que começa o golpe, geralmente eles vão pedindo o dinheiro aos poucos, de R$ 300 em R$ 300 reais, em dez dias eles conseguem uma boa quantia e depois desaparecem", conta o superintendente. Ele orienta as pessoas a acessaram o menu "Meu INSS", no site oficial do Instituto Nacional de Seguridade Social para saber exatamente quais os descontos. "Se o idoso não souber fazer isso, procure então uma pessoa da sua confiança para ajudá-lo", acrescenta.

Fraudes online 

A combinação entre diversidade, preços competitivos, comodidade e segurança nos mais diversos segmentos de consumo tem levado muita gente para a compra online. No entanto, muitos consumidores não tomam os cuidados necessários neste tipo de transação, o que contribui para a fraude. São comuns, por exemplo, ofertas com valor muito abaixo da média praticada no mercado. Isso já mostra um indício de que pode se tratar de tentativa de golpe. O valor médio do prejuízo do consumidor brasileiro é de R$ 478,00, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL),que aponta ainda como sendo os eletrônicos os produtos com maior volume de fraudes, seguido de roupas, calçados e acessórios.

O suprintendente do Procon reforça que, no caso das compras eletrônicas, o primeiro passo é buscar saber se a empresa é a mesma cujo nome aparece no site, ou seja, verificar endereço, cnpj e inscrição estadual. Essas informações podem ser consultadas junto aos órgãos de proteção ao consumidor. "Os golpistas usam nomes similares a de marcas famosas justamente para confundir o consumidor", alerta Machado. Outras dicas importantes são: certificar-se para quem o pagamento está sendo feito, jamais fechar uma compra online que envolva depósito bancário e nunca fechar um negócio pela rede social. Segundo o especialista, que coordena o curso de Blockchain, Criptomoedas e Finanças Digitais na Uninter, há algumas fraudes mais comuns e que atingem todo o tipo de público, desde os mais novos e conectados até os mais velhos e conservadores. Vale conhecer quais são elas para redobrar os cuidados nestes casos:

Promoções por e-mail: Existem muitos e-mails que apresentam prêmios ou ofertas tentadoras, mas muitas vezes são falsos. É importante que as pessoas prestem atenção a esse tipo de mensagens, que geralmente possuem defeitos de edição (qualidade) e muitas vezes erros gramaticais, típicos de pouca escolaridade ou de estrangeiros fraudadores.

O famoso hoax (embuste): É aquela mentira que parece uma verdade, geralmente histórias dramáticas, com apelo sentimental, campanhas filantrópicas. Uma fake news que orienta sua forma de pensar.

Ransomware: São apps que se instalam no computador de forma oculta, geralmente por conta de um site acessado por links de promoções falsas - justamente para obter informações pessoais do usuário. Como consequência, o fraudador entra em contato e pede dinheiro para liberar o computador ou para não divulgar informações.

Canais mais comuns para fraudes eletrônicas

Lojas Online: 54%

Bancos: 9%

Lojas físicas pequenas: 8%

Lojas físicas de grande porte: 8%

Financeiras: 6%

Outros: 15%


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