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ALIMENTAÇÃO

Fortalecendo a educação alimentar nas escolas

Alerta sobre o aumento da obesidade na infância faz surgir ações visando a prevenção

Alexandre Melo


Alimentação das crianças mudou muito nas últimas décadas / FOTO DIVULGAÇÃO

Segundo o Unicef - Fundo das Nações Unidas para a Infância -, a obesidade infantil é uma epidemia global, atingindo cerca de 40 milhões de crianças de 0 a 5 anos, que já sofrem de uma situação de sobrepeso. Nas últimas quatro décadas a obesidade entre crianças e adolescentes aumentou dez vezes; e o Brasil está entre os dez países no ranking de obesidade mundial.

O cenário traz o alerta para ações importantes ao combate e prevenção, tornando as instituições de ensino primordiais nesse papel e, por mais importante que isso seja, outro fator determinante e modificador é que os alimentos exercem uma influência bem mais ampla, afetando diversos âmbitos da vida. "Ao tratar da alimentação de uma criança é preciso pensar em seu corpo, alma e mente. E dentro deste triângulo se forma outro, no qual a família, a escola e a sociedade se integram em prol do bem-estar da criança", especifica a diretora do Colégio Oshiman, Maymi Madueño.

A maneira como a criança se alimenta mudou muito nos últimos anos, gerando alguns problemas, mas é preciso entender a criança como um todo, conforme explica Mayumi. "Se aparece uma alergia, a primeira atitude é entrar com remédio, que é paliativo, porém, essa alergia pode ter uma causa emocional. Cada vez que o filho tem diarreia, os pais cortam o leite por acreditarem que é intolerância à lactose. Antes de tomar qualquer decisão, é fundamental atentar para a alimentação", alerta a diretora que completa. "O amor demais dos pais faz com que a criança coma os alimentos picados, por exemplo. Já tivemos um caso em que a aluna não sabia que era preciso descascar uma banana. Uma refeição desse modo e não balanceada traz déficit de atenção, falta de disposição e pequeno desenvolvimento muscular."

Com o apoio da família, a escola pode trabalhar a questão da alimentação com diferentes metodologias para apresentar novos sabores, como acontece no Colégio Oshiman. Além do cardápio saudável e balanceado da alimentação diária dos estudantes (feito na própria escola), a cada semestre é intercalado o menu internacional - com pratos portugueses, americanos, japoneses, marroquinos e italianos - com comidas tipicamente brasileiras, apresentando os sabores de todas as regiões do Brasil.

Outra intervenção do Colégio que traz muitos resultados são os almoços semanais _ chamados de "Almoços Especiais _ organizados pelos pais dos alunos há mais de 20 anos. "Nada melhor do que os pais se dedicarem a preparar, com carinho, as refeições e a decoração da mesa. Esse almoço traz muita alegria às crianças e ajuda, substancialmente, na educação alimentar deles e, também, na conscientização dos pais", conta Mayumi.

Dentro da filosofia pedagógica do Colégio Oshiman, a gratidão é um dos principais fundamentos para que os alunos respeitem e entendam todo o ciclo da comida. Hortas orgânicas e oficinas de culinária fazem parte do currículo da escola, além da participação dos pais em prepararem os pratos das crianças, inclusive, nos eventos periódicos realizados pela instituição de ensino. "Enquanto tivermos o envolvimento amoroso da família, trazendo o sorriso no rosto das crianças, a prevenção contra a doença da alma estará combatida. Elas se tornarão adultos saudáveis no corpo, na alma e na mente. Com esse equilíbrio, não terá lugar para bullying, intolerância e suicídios", encerra Mayumi.


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