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REPERCUSSÃO

Depois de assistir vídeo do prefeito de Chapecó, Bolsonaro diz que visitará a cidade

João Rodrigues defendeu o tratamento precoce contra a COVID-19

REDAÇÃO JORNAL METAS


João Rodrigues já esteve envolvido em outras polêmicas

O presidente Jair Bolsonaro prometeu que estará ainda esta semana em Chapecó-SC, no Oeste do Estado. O motivo é um vídeo, de cerca de 3 minutos gravado no domingo (4), que circula pelas redes sociais em que o prefeito da cidade, João Rodrigues (PSD), defende o tratamento precoce contra a COVID-19. No vídeo, Rodrigues mostra a UTI semi-intensiva, montada no Centro de Eventos da Efapi, para receber pacientes com sintomas da COVID-19 completamente vazia, sem pacientes, e os funcionários da saúde em situação de descontração, como afirmou o próprio prefeito. "Para nossa alegria, nessa Páscoa, olha só como é que está: não tem nenhum paciente. A equipe de profissionais toda aqui reunida, batendo um papo de forma descontraída, conversando sobre os momentos difíceis que se passaram aqui dentro.", diz o prefeito no começo da gravação.

O presidente Jair Bolsonaro compartilhou o vídeo nesta segunda-feira (5) e escreveu: "ouçam o prefeito de Chapecó". Mais tarde, em um evento nos arredores de Brasília, o presidente voltou a elogiar o prefeito João Rodrigues que, segundo ele, "fez um trabalho excepcional no tocante aos recursos dados pelo Estado e atendimento na ponta da linha de quem necessitava do tratamento". O presidente disse que, por conta disso, irá visitar a cidade catarinense ainda esta semana.

No vídeo, que viralizou nas redes sociais, o prefeito da cidade catarinense afirma que conseguiu reduzir os casos e mortes por COVID-19 de forma "simples" e convocou outros prefeitos a não terem medo. "Aqui em Chapecó, nós usamos todos os protocolos. O protocolo do tratamento precoce também foi adotado. Atenção, prefeitos governadores, não tenham medo. Abram suas portas para o tratamento de seus pacientes com tudo aquilo que é possível", declara.

João Rodrigues diz ainda que fez uma escolha que considerou importante, a de não debater se o tratamento precoce é "bom ou ruim". Não fale de política, não fique debatendo se o tratamento precoce é bom ou ruim. Não escute. Faça tudo que tem que ser feito. É exatamente isso que está dando certo na nossa cidade", garante. João Rodrigues revelou ainda que as mortes por COVID-19 chegaram a 18 por dia em Chapecó, mas que agora estão, em média, em duas ou três, porém, ele não cita em qual período houve essa queda vertiginosa nos óbitos. De acordo com os dados da própria Secretaria Municipal da Saúde de Chapecó, em janeiro o município havia registrado 127 mortes em decorrência do coronavírus. Neste dia 4 de abril, quando o vídeo foi gravado, o município totalizou 536 mortes, ou seja, em três meses morreram três vezes mais pessoas por COVID-19 em Chapecó do que em todo o ano de 2020. O prefeito também afirmou que no final de janeiro e começo de fevereiro, Chapecó atingiu 6 mil casos positivados de COVID-19, já neste domingo (4) eram apenas 800 pessoas em tratamento. Disse ainda que internações estão próximas de zero. João Rodrigues também prometeu lançar um serviço importantíssimo, talvez inédito no país, que é o tratamento pós-covid. "Uma grande equipe de profissionais multidisciplinar para atender o paciente de acordo com a sequela que ele ficou da COVID. Essa é a nossa querida Chapecó, com união de todos, estamos vencendo definitivamente", destacou o prefeito.

João Rodrigues já foi prefeito de Pinhalzinho, na primeira década deste século. Depois, elegeu-se deputado estadual em 2002, prefeito de Chapecó nos mandatos de 2004 e 2008 e deputado federal em 2014. Em 2018, porém, chegou a ser preso e teve seus direitos políticos cassados em função de irregularidades cometidas em uma licitação enquanto era prefeito de Pinhalzinho, porém, recuperou seus direitos políticos e se candidatou a prefeitura de Chapecó em 2020, conquistando a eleição com 47,66% dos votos válidos.

Tratamentos precoces

Desde o início da pandemia, o tratamento precoce contra o coronavírus tem dividido a comunidade médica/científica e criado grande polêmica em todo o mundo. Diversos medicamentos, como a Cloroquina, Hidroxicloroquina e Ivermectina minimizariam os efeitos da infecção pelo vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, se posicionou desde o início contrária a qualquer tipo de tratamento que não tenha comprovação científica. Alguns médicos, no entanto, seguem prescrevendo estes e outros medicamentos, tendo o aval de Prefeituras em todo o país. Paralelamente, pesquisas científicas estão sendo feitas com outros medicamentos. É o caso da Aspirina, onde cientistas norte-americanos avaliam a possibilidade do remédio ser benéfico na proteção dos pulmões, o que reduziria bastante as chances de intubação do doente de COVID-19.   


Assista o vídeo / FONTE PREFEITURA DE CHAPECÓ



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