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Hospital de Gaspar tem novo gestor

Em quatro anos, essa é a quinta troca na administração do hospital

Alexandre Melo
Foto: Foto; Arquivo Jornal Metas


Foto; Arquivo Jornal Metas/

Em meio ao gravíssimo cenário da COVID-19 em Gaspar, a Prefeitura anunciou mais uma troca na administração do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A quinta nos últimos quatro anos. Sai o Instituto Santé e entra o Instituto de Estratégias para a Saúde e Assistência _ I.E.S. A transição já iniciou na segunda-feira (22), devendo se estender até o próximo dia 28, quando o contrato com o Instituto Santé chega ao fim.

O novo grupo gestor do Hospital de Gaspar é uma associação civil, privada, sem fins lucrativos, especializada em projetos voltados as áreas da saúde, social, educação ou administrativas. Possui uma equipe multidisciplinar composta por Médicos, Educadores, Assistentes Sociais e Administradores. No campo da saúde, os projetos são voltados para a gestão, implantação, controle e administração de hospitais, prontos socorros, maternidades, setores de urgência e emergência, UTIs e Unidades de Pronto Atendimento (PAs).

De acordo com comunicado da assessoria de imprensa da Prefeitura, todas as áreas e contratos passam a estar sob responsabilidade do Instituto de Estratégias para a Saúde e Assistência _ I.E.S.A. A intenção é continuar a aprimorar os serviços prestados, principalmente no pronto atendimento. O prefeito Kleber Wan-Dall destacou o trabalho executado pelo Instituto Santé neste período e a necessidade de continuar as ações iniciadas. "Nosso objetivo sempre foi aprimorar a gestão do Hospital de Gaspar. Tivemos uma experiência muito positiva com o Instituto Santé e queremos continuar com esse serviço profissionalizado e especializado. Com o fim desse contrato, buscamos uma nova empresa com a mesma especialidade. A prioridade é garantir o acesso ao atendimento em saúde de qualidade para as pessoas", salienta.

A administração por parte da empresa não implicará, necessariamente, em alterações no quadro de pessoal. As empresas terceirizadas terão seus contratos também sob a supervisão da nova gestão. A Comissão Interventora do Hospital de Gaspar continuará à disposição para auxiliar de forma consultiva e fiscalizadora.

CONQUISTAS DO HOSPITAL

O Instituto Santé assumiu oficialmente o Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no dia 10 de março de 2020. Como diretor-geral do hospital, o Instituto indicou Cláudio Marmentini, profissional que há mais de 25 anos atua na área de gestão hospitalar. Seu desafio não foi diferente dos outros quatro gestores: estancar um déficit mensal na casa dos R$ 200 mil, ou seja, o hospital de Gaspar tem mais despesas do que receita. Uma equipe foi formada para executar um diagnóstico na instituição e propor mudanças. Entre as situações revisadas estavam os plantões médicos e sobreavisos, o número de 180 atendimentos por dia no Pronto Atendimento e o número de funcionários, que na época era 154. A partir deste diagnóstico, o Instituto Santé iniciou um trabalho de redimensionamento da estrutura administrativa e de atendimento no Hospital de Gaspar.Todavia, na época Maementin alerta que não iria conseguir resolver todos os problemas do hospital e que as soluções não viriam curto prazo. A Prefeitura, porém, considerou satisfatório do trabalho de menos de um ano do Instituto Santé. Destacou a conquista dos 10 leitos de UTI para COVID-19, a reorganização dos fluxos e a compra de equipamentos importantes para aprimorar o atendimento da população. Entre os aparelhos adquiridos, inclusive com os recursos de doações, estão raio-x móvel, tomógrafo, monitores, instrumentos para cirurgias ortopédicas, bomba de infusão de contraste, respiradores para UTI, entre outros. Além disso, foram reformadas alas como o Pronto Socorro, Centro de Imagens (sala do tomógrafo), ala Francisco Mastella e ainda o setor onde foi implantada provisoriamente a UTI. Na época em que o Instituto Santé assumiu, o prefeito Wan-Dall admitiu que mudar tantas vezes a gestão no hospital atrapalhava a continuidade do trabalho, porém, na época a mudança foi ocasionado por um pedido de exoneração do então gestor, Elson Marson Junior. Agora, trata-se de uma não renovação de contrato, ou seja, houve um acordo entre as partes.

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