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ATRÁS DAS GRADES

Falou demais e juiz decide manter bandido 'fanfarrão' preso

12 Março 2019 16:57:00

O homem que afrontou a justiça teve a prisão preventiva decretada nesta terça-feira (12)

Alexandre Melo


Os objetos recuperados com bandido "fanfarrão" / FOTO DIVULGAÇÃO PM

O ladrão, preso em flagrante por furto qualificado na segunda-feira (11), em Camboriú, no litoral do Estado, vai continuar na prisão. A decisão é do juiz da Comarca de Balneário Camboriú, que converteu a prisão em flagrante em preventiva durante audiência de custódia ocorrida na comarca de Balneário Camboriú na tarde desta terça-feira (12).

O curioso da prisão do homem, que não teve seu nome e foto revelados pela polícia, é que durante a prisão ele teria dito aos policiais militares que não ficaria preso por muito tempo e que sairia de lá para fazer "uma limpa" na cidade: "quando eu sair da cadeia vou fazer a limpa na cidade, e a primeira casa vai ser daquele senhor de cabelos brancos"; "sou ladrão há vinte anos e não tem uma casa sequer que eu não entre, podendo ser qualquer tipo de tranca, seja pelo forro, ou por onde for". O bandido "arrogante" disse mais: "não vou ficar preso muito tempo e vou sair mediante pagamento de fiança ou amanhã na audiência de custódia". O homem já havia sido preso em flagrante no último dia 2 fevereiro e recebeu liberdade provisória pela prática de crime de idêntica natureza. Pouco mais de um mês depois, ele voltou a ser preso, só que vai permanecer mais tempo na cadeia não tanto pelo crime de furto, mas pela ousadia como se dirigiu à autoridade policial e ao próprio Poder Judiciário.

O fato ganhou repercussão na mídia local e nas redes sociais, o que levou o juiz substituto, Luiz Octavio David Cavalli, em atividade na 2ª Vara Criminal de Balneário Camboriú, à decisão de mantê-lo trancafiado na prisão. Segundo o magistrado, a decisão garante a ordem pública e salvaguarda a aplicação da Lei Penal. "Certamente, a pessoa que se porta de forma tão acintosa, autoproclamando-se 'ladrão profissional' perante a autoridade dos agentes públicos, demonstra sua periculosidade social. Sua conduta de afirmar que seria solto, de imediato, ofende a credibilidade do Poder Judiciário como instituição. Ora, a função do Sistema de Justiça é, justamente, dirimir conflitos sociais, utilizando-se das medidas necessárias para esta finalidade", citou o magistrado.

O juiz Luiz Octavio David Cavalli ainda completou: "Como visto, sua liberdade ofende a ordem pública, pois muito provavelmente se trata de conduzido reincidente (há execução penal em curso oriunda do TJPR) e foi agraciado com liberdade provisória há um mês. Acreditar que lhe seria concedida 'nova chance' e declinar aos policiais que estaria em liberdade no dia subsequente é o mesmo que dizer que o Poder Judiciário fomenta a impunidade", concluiu o juiz. Resta agora saber por quanto tempo a justiça vai conseguir manter o criminoso atrás das grades. As informações são do site Click Camboriú.



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