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GASTRONOMIA

Linguiça terá um roteiro exclusivo no Vale Europeu

Apreciadores do produto vão poder degustar e conhecer o processo de fabricação da centenária iguaria.

Alexandre Melo


Se tem algo que se fabrica com qualidade no Vale do Itajaí é linguiça. O embutido é um dos ícones da gastronomia da região colonizada principalmente por alemães e austríacos que o trouxeram na bagagem há mais de 100 anos. Pois agora, a linguiça tipo Blumenau será o principal ingrediente de um projeto gastronômico criado para divulgar e evidenciar as empresas do segmento de turismo, gastronômico e de lazer, situadas nos municípios do Vale Europeu. "Na ´Rota da Linguiça cadastramos e estabelecemos parcerias com todas as empresas fabricantes de embutidos que estarão capacitadas para receber os visitantes, como também indicando no percurso estabelecimentos de restaurantes, confeitarias/padarias, bistrôs e hotéis e variadas opções de lazer que abrange toda família", explica Bubi Scheidt, criador do roteiro.

A história da linguiça tipo Blumenau começa no final do século 19 quando os primeiros moradores da grande Blumenau (Blumenau-sede, Gaspar e Indaial) adaptaram os ingredientes da região da Pomerânia para o Brasil. É assim que surgiu a linguiça típica do Vale do Europeu. Uma iguaria artesanal produzida com paleta, pernil suínos moídos e 28% de gordura do toucinho lombar. Os temperos são basicamente pimenta branca, alho e sal. Depois a linguiça passa pelos defumadores com serragem e brasa, a uma temperatura máxima de 50 graus C por 36 horas.

É um roteiro para conhecer e vivenciar o processo de produção da linguiça essencialmente artesanal de sabor inconfundível e que só consegue chegar a esse resultado pela combinação de ingredientes e o clima da região. Por isso, o embutido é feito em forma de ferradura e com a clássica cordinha para expor e guardar no armário da cozinha de casa. A proposta é o visitante receber um passaporte a cada passada por um ponto turístico do percurso que tem chocolate em forma de linguiça tipo Blumenau, cuca de linguiça com farofa e também a bebida típica da região que é a cerveja.

No Vale Europeu a linguiça tipo Blumenau é considerada um patrimônio de domínio público e, por isso, as empresas fabricantes seguem uma série de normativas para garantir a qualidade e a autenticidade do gosto. A agroindústria Werner Heidrich é uma empresa familiar que existe há 94 anos e é a mais antiga da Rota com a quarta geração desenvolvendo produtos com mix completo de embutidos e, claro, a Linguiça Blumenau. "Nossas receitas vieram da Alemanha. Nós temos um livro de receitas em alemão gótico com todos os ingredientes e dosagens dos produtos que constituem a linha de produtos da empresa. É o nosso segredo de família", conta Soraya Heidrich. Um pouco desse mistério em torno das receitas centenárias poderá ser visto de perto pelos visitantes no roteiro.

A linguiça tipo Blumenau vai ligar 5 cidades, 22 fábricas de defumadores e 60 empresas que inclui confeitarias, hotéis, restaurantes, museu do automóvel, cascata e atrações para crianças. Na Rota, o visitante vai conhecer a fábrica e ver de perto a fabricação da linguiça, depois poderá passar por uma confeitaria e terminar o percurso com uma volta ao passado diante dos carros dos séculos passados ou num refrescante mergulho num dia de calor. A Rota da Linguiça vai reunir a partir de um único elementos vários setores da cadeia do turismo. "O objetivo da Rota da Linguiça é fomentar e reforçar o turismo no Vale Europeu com uma experiência única de sabores e detalhes", destaca Bubi. O lançamento oficial da Rota da Linguiça aconteceu na última quarta-feira, dia 11. O percurso já é tema de música composta pela VOX3 e que daqui a pouco será hit no Vale do Itajaí, mas essa versão da chucrute music ainda é segredo.




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