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SENTENÇA

Facção criminosa de Brusque é condenada a penas que somam 195 anos

Integrantes do grupo, que atuava na região no tráfico de drogas e estelionato, foram presos em maio de 2017

Alexandre Melo

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), em matéria sob a relatoria da desembargadora Hildemar Carvalho, confirmou a condenação de 19 pessoas pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e corrupção ativa no município de Brusque e região. A pena total dos réus, 18 homens e uma mulher, ultrapassa os 195 anos de reclusão em regime fechado. A maior condenação foi de 18 anos, cinco meses e 10 dias.

Segundo o Ministério Público, durante o flagrante dos crimes de estelionato, porte de arma e tráfico de drogas, a Polícia Civil requisitou ao Judiciário a quebra do sigilo telefônico do acusado e teve início uma exaustiva investigação sobre a organização criminosa, em 2017. Na época, de acordo com os comandos das polícias Civil e Militar, foram cinco meses de investigação que envolveu ainda as polícias de Itajaí, Blumenau, Indaial e Guabiruba. A Operação foi batizada de "Opus". Além do tráfico de drogas e armas, a quadrilha corrompia agente público para inserir drogas e telefones celulares em unidade prisional em cidades da região. Tudo foi descoberto em grupos de um aplicativo de mensagens do preso em flagrante com os nomes de "Brusque Sintonia" e "Só Guerrilheiros".

A decisão de 1º Grau foi a de condenar os acusados pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e corrupção ativa. Inconformados com a sentença, o Ministério Público e as defesas dos acusados recorreram ao TJSC. O órgão ministerial defendeu a condenação também em associação ao tráfico e porte ilegal de armas, além da majoração da pena por organização criminosa. Já as defesas pleitearam a absolvição de todos por falta de provas e reclamaram das testemunhas protegidas.

Todos os recursos foram negados. "Por fim, ainda que se desconsiderassem os relatos das testemunhas protegidas, não foi esta a única prova que conduziu à condenação. Logo, rechaça-se referida preliminar, não havendo qualquer necessidade de que sejam novamente ouvidas, sem o devido sigilo", anotou a relatora em seu voto. A sessão foi presidida pelo desembargador Sérgio Rizelo e dela também participou o desembargador Norival Acácio Engel. 


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