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COVID-19

Gaspar vai adotar medidas mais restritivas para tentar conter curva da COVID-19

A partir de segunda-feira (13), bares, lanchonetes e restaurantes terão que fechar às 18h para o público


Procura pelas unidades de saúde preocupa as autoridades da área da Saúde em Gaspar / FOTO ARQUIVO JORNAL METAS

A partir deste sexta-feira,dia 10, a Prefeitura de Gaspar vai adotar medidas mais restritivas no enfrentamento à COVID-19. O Sistema de Comando em Operações (SCO), grupo formado por representantes de diversas áreas, está debruçado sobre os últimos números da pandemia no município, não apenas em Gaspar, mas nas cidades da região, do Estado e do Brasil. As medidas, que devem ser anunciadas pelo SCO e o prefeito Kleber Wan-Dall, incluem limite de horário de funcionamento de alguns estabelecimento a partir de segunda-feira, dia 13. Também será ampliado para os bairros o atendimento de pessoas com sintomas respiratórios.

Outras medidas que constam no decreto limitam o horário de funcionamento de bares, lanchonetes e restaurantes até 18 horas - após esse horário apenas delivery - e retirada de pedidos no balcão. Música ao vivo, com presença de público, voltam a ser suspensas. Os mercados não poderão mais abrir aos domingos, além de ter limite de capacidade de ocupação. As medidas visam reduzir a circulação de pessoas e incentivar o cumprimento do distanciamento social já que o número de casos da COVID-19 no município disparou nas últimas duas semanas.  

"Queremos manter a economia ativa, mas desde o início estamos pedindo a colaboração da nossa comunidade para poder fazer isso de forma de segura. Infelizmente precisamos adotar medidas restritivas nesse momento, pois nossos dados mostram que essa doença está cada vez mais grave, principalmente com o aumento na procura por atendimento e necessidade de internação e pela escassez de insumos de saúde para garantir o tratamento. Se essas medidas não surtirem efeito, poderemos adotar outras ainda mais restritivas", justificou o prefeito Kleber Wan-Dall.  

A Secretaria Municipal de Saúde reforça o pedido para que cada pessoa faça a sua parte. "Se cada um de nós, cidadãos, tomássemos os cuidados necessários, não seria necessário esse tipo de intervenção. Manter comércio, restaurantes, mercados e indústrias funcionando é um privilégio, mas nós não podemos exagerar. Temos que fazer um exercício de reflexão pessoal: não é porque o mercado está aberto que eu preciso ir ao mercado todo dia. A situação é séria, é grave e a conscientização é nossa melhor maior arma", alertou o secretário de Saúde, Arnaldo Munhoz.  

Diariamente são analisados pelo SCO dados como: números de casos, óbitos, ocupação de leitos e taxa de letalidade de Gaspar, das cidades da região, do Estado e do Brasil; a procura por atendimento médico nas unidades de saúde, Centro de Referência e do Hospital de Gaspar; disponibilidade e preços de mercado para equipamentos, medicamentos e insumos médicos em geral; comportamento da comunidade através de denúncias e fiscalização; estudos científicos; dados de estudos regionais e estaduais; orientações e protocolos da Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde, Governo do Estado e Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí - AMMVI; entre outros.  

Os números apontam que mais de 60% dos leitos de UTI do Estado estão ocupado. Porém, há no mercado falta de insumos como medicamentos anestésicos, por exemplo. Com a alta procura e a escassez do produto, há também o alto custo. Essas informações apontam que, mesmo com leitos ainda vagos, a capacidade de tratamento efetivos das unidades é ainda menor. "É a isso que nos referimos quando falamos, desde o início a pandemia, no colapso do sistema de saúde. Não é apenas a vaga física no Hospital: é o medicamento, o material, o insumo, a equipe. Estamos (município, estado e país) muito próximos de não conseguir atender quem precisar de tratamento, tanto para o COVID-19 quanto para outras doenças", dispara o médio infectologista e diretor técnico do Hospital de Gaspar, Ricardo Freitas.  


Gaspar finalizou a quinta-feira (9) com 375 casos confirmados, sendo 159 pessoas em isolamento domiciliar com a doença ativa, 202 recuperados, 3 óbitos e 11 internados. Dos 11 gasparenses internados com a doença: 5 estão em hospitais de Blumenau (sendo 1 na UTI e 4 em enfermaria) e 6 no Hospital de Gaspar, sendo 2 na UTI e outros em leitos clínicos. O Hospital de Gaspar ainda tem outros 2 pacientes de outras cidades internados na UTI (totalizando 4, dos 10 leitos, ocupados). Dois moradores de Indaial receberam alta da UTI de Gaspar na manhã desta quinta-feira. No Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ainda há um morador de Ilhota e outros de Gaspar em leitos clínicos isolados com suspeita. Atualmente 185 pessoas aguardam o resultado dos exames. Algumas cidades do Estado, Blumenau, já ultrapassam 90% de ocupação de leitos de UTI.

A procura por atendimento nas unidades de saúde também tem aumentado. Somente no Centro de Referência e Triagem a média de atendimentos diários passou de 48 da semana passada para 94 nesta. A Secretaria de Saúde orienta a população que, em casos de sintomas leves, procurem a unidade de saúde do seu bairro para avaliação médica. "Se for necessário, o médico irá fazer o encaminhamento, de acordo com devidos protocolos, para tratamento, isolamento, coleta para exames, e o que mais couber ao caso", explica Munhoz. Em casos em que há agravamento dos sintomas, como falta de ar aguda e febre alta, a orientação é buscar o pronto atendimento do Hospital de Gaspar.


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