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ANIVERSÁRIO

Gaspar 87 anos: Do passado ao presente tecendo o futuro

Fatos que marcaram a história de emancipação, o presente e o passado da cidade 'Coração do Vale'


A comemoração dos 87 anos de emancipação política e administrativa de Gaspar foi diferente, assim como foi em 2020: Precisamos ainda manter o distanciamento, num momento em que a pandemia atinge níveis alarmantes.

Mas, sempre existe uma maneira de lembrar a data mais importante da cidade. O Jornal Metas, que também completou aniversário neste 18 de março (21 anos), preparou uma série de matérias onde passado, presente e futurose misturam, porque muitas das iniciativas do passado hoje ajudam a entender o presente e a construirmos um futuro mais sólido. Antes de mais nada, é preciso conhecer a nossa história. E quem a conhece sabe que foi feita de muitos desafios, coragem daqueles que arriscaram vir para cá numa época de incertezas. 

Gaspar e seu povo conseguiram vencer todas as dificuldades e hoje os filhos desta terra muito dela se orgulham. Em parceria com o Arquivo Histórico Documental Leopoldo Jorge Theodoro Schmalz, sob a coordenadora da professora e pesquisadora Leda Maria Baptista, reunimos alguns dos principais momentos desde a ocupação de Gaspar até a emancipação. 

O trabalho de pesquisa começa contextualizando o século XVI (1501-1600), período de exploração do Brasil colônia pelos portugueses, captura de índios para a escravização, retirada de minerais nobres, como o ouro, de córregos e grotas, assim como a extração da madeira, daqui levada em grande quantidade para construções monumentais na Europa.

O trabalho do Arquivo Histórico de Gaspar traz, ainda, a criação da Capitania de Santana. ligada à São Vicente e a influência dos bandeirantes vicentistas, principalmente nas terras da margem esquerda do rio.

A professora Leda explica que com a implantação do governador geral na Bahia (Salvador), João Dias tornou-se, em 1648, o primeiro proprietário das terras do Itajaí, comprando uma sesmaria na foz do Itajaí-Açu. "Ele controlava toda a exploração do Vale", afirma a pesquisadora.

Segundo ela, em 1808, com a vinda da família real portuguesa para o Brasil, as terras das margens do rio Itajaí passaram a oferecer trabalhos de carpintaria naval de mestres portugueses trazidos para para cá, possibilitando o comércio de Portugal a partir da abertura dos portos brasileiros a todas as nações amigas. A independência do Brasil, em 1822, e o primeiro e segundo reinados marcam o início do período colonial.

Em 1823, Agostinho Alves Ramos, político e comerciante, estabeleceu-se em Itajaí. Ele foi eleito deputado na primeira Assembleia Legislativa de Santa Catarina, ficando com a incumbência de colonizar as terras do Itajaí, que incluía a região onde hoje é Gaspar. A grosso modo pode-se afirmar que ele foi o "fundador" da cidade de Gaspar.

Já em 1835, Ramos criou em Gaspar a Colônia Itajaí-Grande, demarcando as terras e regularizando posses. Ele também criou os arraiais do Pocinho e Belchior, onde muitos colonos alemães, vindos de São Pedro de Alcântara, se fixaram.

Na época, as posses de terras dos colonos açorianos também foram regularizadas, pois aqui viviam há mais tempo como posseiros. A professora Leda conta que, nas terras da margem direita, nesta época, haviam grandes fazendas com trabalho escravo onde se produzia café, açúcar, farinha e milho, além da exploração da madeira entre outros.

Em 1844, surge a colônia Belga de Ilhota em terras adquiridas da fazenda do coronel José Henrique Flores, que se estendia pelo município de Gaspar. Em 1850, o Dr. Blumenau, então chegado à região, instalou os colonos acima de Gaspar e a administração das terras, que se estendiam por uma grande área a partir de São Francisco do Sul, depois Porto Belo e Itajaí, passaram, ao recém-criado município de Blumenau com a proclamação da República.

A freguesia de Gaspar permaneceu como segundo distrito de Blumenau de 1884 a 1934, quando então de se tornou município emancipado. Toda essa trajetória, o leitor confere nas primeiras páginas deste especial de aniversário.

Nossa economia avança, e isto é possível entender na segunda parte deste caderno especial, que fala dos investimentos que estão sendo feitos na cidade, e a certeza de que Gaspar é, de fato, a bola da vez. A "Cidade Coração do Vale" ocupa um lugar de destaque no cenário estadual. 

Trabalho e dedicação são palavras que cabem perfeitamente no dia a dia da cidade. O povo gasparense tem a capacidade de se reinventar diante das dificuldades, é isso que estamos fazendo nos últimos tempos e com muita garra e determinação. O futuro é logo ali, pois nele se depositam todas as nossas esperanças. Vamos vencer e superar mais este desafio. Que essa não seja apenas uma data de comemoração, mas de união. Nas primeiras páginas deste especial de aniversário do município de Gaspar, que completa 87 anos nesta quinta-feira (18), reunimos o trabalho do Arquivo Histórico Documental Leopoldo Jorge Theodoro Schmalz, sob a supervisão da professora e pesquisadora Leda Maria Baptista. Ela e sua equipe nos entregam fatos importantes que antecederam a emancipação do município. Alguns deles passam despercebidos nas aulas de história.

O presente e futuro

A história fica para trás e voltamos ao presente. E o presente nos mostra uma Gaspar de grande potencial para novos empreendimentos. Empresas de outras regiões prospectam a vinda para o município. Uma das razões é a boa localização geográfica - próxima a rodovias, portos e aeroportos; a outra é a abundância de terras que podem ser ocupadas com novos empreendimentos. Gaspar é a segunda cidade do Médio Vale do Itajaí em extensão territorial. Mas, para que esse desenvolvimento possa trazer de fato emprego e renda para a população é preciso planejá-lo.

E aí, a participação do poder público, com obras estruturantes e investimentos em educação, saúde, habitação e saneamento básico tornam-se fundamentais. Por isso, várias são as iniciativas que reúnem a classe empresarial na busca de um trabalho num foco único: o desenvolvimento sustentável. Há, ainda, a questão da qualificação da mão de obra que preocupa bastante a classe empresarial e as condições da malha viária, que se já estivesse sido renovado ajudaria bastante o desenvolvimento. A busca do título de Capital Nacional da Moda Infantil também merece destaque, assim como a proposta de se criar uma agência de fomento ao setor têxtil. E, por fim, o turismo que continua à espera de investimentos, pois as oportunidades são imensas diante do potencial que Gaspar tem para o setor. É assim que Gaspar prospecta o presente com os olhos no futuroNas próximas páginas, conheça as principais ações e o que pensam algumas das lideranças dos setores público e privado. 


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Confira o Caderno Especial do 87 anos de Gaspar clicando aqui

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Do início da exploração

https://bit.ly/3vHHh0n


Movimentos políticos

https://bit.ly/3lu6mXE


Enfim, a emancipação

https://bit.ly/38Wzp13


Obra viária estruturante

https://bit.ly/3eUTBo4


Áreas e localização estratégica

https://bit.ly/3tEEJyf


Destaque em gestão pública

https://bit.ly/3vEyrQK


Capital nacional da moda infantil

https://bit.ly/2OO5BwH


Falta mão de obra qualificada

https://bit.ly/3bXOj99


Crescer de forma planejada

https://bit.ly/3bXPUvG


Turismo avança no interior

https://bit.ly/38T7jDU


Diagnóstico e planejamento

https://bit.ly/3s1JQbg



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