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Empresa abandona obras em Gaspar

21 Abril 2017 16:19:00

Escola Olimpio Moretto e unidade de saúde estão paradas desde o ano passado

Dimas Freitas - jornalismo1@jornalmetas.com.br

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Faz 10 meses que a obra da Escola Olimpio Moretto, no Gaspar Grande, está parada à espera da retomada dos serviços por parte da empreiteira Torre Forte, vencedora da licitação.  Com cerca de 60% dos trabalhos concluídos, a obra, orçada em mais de R$900 mil, deveria ter sido entregue em dezembro de 2015. Repetidos problemas burocráticos ocasionaram as diversas suspensões e atrasos. 

Segundo conta o procurador geral do município, Felipe Braz, os principais entraves são a demora nos repasses pelo governo federal e, mais recentemente, problemas financeiros da empresa responsável. De acordo com o procurador, a Torre Forte deveria ter recomeçado os trabalhos no início deste ano, com a apresentação de um cronograma para a conclusão da obra, porém, até o momento, não se manifestou. 

“Em dezembro do ano passado, a empresa recebeu um repasse de R$ 80 mil referente a pagamentos das obras realizadas até aquela data. A partir daí, eles deveriam ter retomado a obra, porém a empresa não fez se apresentou nem  retomou as obras”, revela. 

O procurador conta que o município abriu um processo administrativo para apurar a situação e buscar uma solução para o imbróglio.  Caso a Torre Forte não consiga finalizar a obra, uma nova licitação deverá ser realizada para terminar as etapas restantes. “A licitação da escola Olimpio Moretto foi vencida pela construtora Torre Forte sem que houvesse uma segunda colocada. Ainda estamos tentando notificar a construtora para dar sequência ao processo administrativo, no entanto, caso se confirme que a construtora não terá condições de concluir a obra, o caminho mais provável será a realização de uma nova licitação”, admite Braz. 

A secretária de Educação, Zilma Sansão, chegou a ir à Brasília para tentar uma solução para o impasse. Ela também se reuniu com os representantes da empresa no início deste ano para tentar recomeçar a obra. “Em Brasília me garantiram que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão responsável pelos repasses, irá priorizar as obras em andamento. Ainda assim, em conversa com a Torre Forte eles expuseram que atravessam um momento financeiro delicado e que até mesmo a venda da empresa não esta descartada. É uma pena que uma obra tão importante como essa fique parada, pois quem mais sofre é a comunidade”, lamenta a secretária. 

Ficando comprovado que a Torre Forte não cumpriu com as suas obrigações, a prefeitura poderá multá-la e, até mesmo, rescindir o contrato. “Estamos buscando diálogo com os representantes da empresa,porém a intimação ainda não foi entregue porque a empresa não se encontra mais no endereço em Gaspar, por isso estamos apurando o endereço da nova sede”, argumenta Braz. A reportagem também tentou localizar os proprietários da Torre Forte, porém sem sucesso.
 
Unidade de saúde

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Como se não bastasse os problemas envolvendo a escola Olimpio Moretto, a Torre Forte também é a responsável pela construção da unidade de saúde no Loteamento da BR 470, que também está com as obras suspensas desde o final de 2016. “A situação da unidade é a mesma da escola. A empresa até o momento não se manifestou, e por isso estamos com dois processos administrativos em aberto, um para cada obra”, explica o procurador do município.

Ao que tudo indica, a atual gestão está se esforçando para buscar uma alternativa para essa e outras obras paradas no município, que foram herdadas do governo anterior. Todavia, com os prazos para resposta da construtora e demais etapas do processo administrativo, somado à necessidade de uma nova licitação, as obras dificilmente serão retomadas ainda no primeiro semestre deste ano.

 

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