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Comércio

Copa ainda não atrai consumidor

12 Junho 2018 17:29:36

Procura por produtos está bem abaixo do esperado

Redação Jornal Metas
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Foto: Dimas Freitas/Jornal Metas
As cores do Brasil aparecem timidamente nas vitrines do centro de Gaspar

Culturalmente, o brasileiro sempre deixa tudo para a última hora, isso, associado ao vexame dos 7 a 1 da  seleção canarinho em 2014 e a crise econômica, ajuda a explicar a falta de empolgação dos gasparenses com a Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (14). A estreia do Brasil é no próximo domingo (17), porém, há pouco ou quase nada em decoração pelas ruas centrais. Mesmo em lojas que vendem artigos para a Copa, mal se vê as cores da seleção brasileira na fachada.  

Geralmente, no Brasil, a Copa do Mundo é precedida por uma preparação de ruas e casas que são tomadas pelas cores verdes e amarelas a cada quatro anos. Entretanto, neste ano, o que se vê é muita desconfiança por parte dos torcedores e quase nenhuma decoração para celebrar o maior evento de futebol do mundo. Ainda assim, o comércio gasparense segue acreditando na força da competição e espera que as vendas cresçam com o inicio da participação brasileira, programada para o próximo domingo (17). 

Tiago Wilvert, gerente comercial da loja de artigos, Lojão Abreu, situada no centro de Gaspar, conta que a procura por produtos de decoração ou enfeites para a Copa ainda está abaixo do esperado. Com produtos que variam de copos a bandeiras, além de uma infinidade de materiais para decorar casas e carros, a loja aguarda que a procura aumente com o começo do mundial. “Até tivemos uma procura, mas nada significativo. A expectativa é que as vendas melhorem com o inicio dos jogos e que a empolgação com a seleção aumente”, projeta. 

Já Maristela Reis, uma das vendedoras da loja Comercial MJM, também no centro de Gaspar, acredita que a procura por produtos relacionados à Copa está boa, mas pode melhorar. Para ela, a procura está semelhante à edição anterior. “Já tivemos uma boa procura, principalmente para bandeiras, instrumentos e outros acessórios. 

A procura está parecida com a da última Copa”, reforça. Maristela também acredita que o movimento no comércio deve melhorar após a estreia da seleção brasileira. “Ainda estamos no começo, acredito que o pessoal ainda vai se animar mais e as vendas devem melhorar nos próximos dias”, completa. 

Ivan Carlos da Silva, proprietário da loja Lance Esportes, acredita que o  resultado negativo da última copa, aliada à crise econômica, fez com que boa parte da população perdesse o interesse pela Copa do Mundoo. Por isso, Ivan tomou muito cuidado na hora de preparar o estoque para essa edição, fazendo a compra bem abaixo do que normalmente faz. “Fizemos o pedido no ano passado, por isso tivemos um cuidado especial para não comprar demais. A procura está bem abaixo das últimas edições da Copa, mas ainda assim a procura por camisas da seleção está boa”. Com preço que varia entre R$ 40 (não oficiais) à R$ 250, as camisetas da seleção brasileira seguem sendo o produto mais vendido. 

Decoração
Se as vendas não têm empolgado, a necessidade de economizar e a crise na economia também não animou os comerciantes a ‘vestirem’ as lojas com o tema da copa, como geralmente acontece em época de Copa do Mundo. Ivan explica que, para este ano, a única preparação especial visando a copa foi expor parte dos produtos na vitrine da loja, mas sem aderir a bandeiras ou outros acessórios para enfeitar a fachada do comércio. “Vestimos alguns manequins com as camisas da seleção e só. Não fizemos a decoração da loja esse ano como uma forma de cortar custos e economizar”, finaliza.

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