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CRISE

Pandemia atinge futebol amador e escolinhas

Com atividades suspensas, desportistas pedem um posicionamento da prefeitura


Além das patotas da semana, o Campo da Hora promove dois campeonatos por ano / Foto: Arquivo Jornal Metas /

Já se passaram cinco meses e os esportes coletivos continuam sofrendo os efeitos da pandemia do novo coronavírus. Se para os profissionais, cujos clubes oferecem boa infrestrutura, está difícil cumprir os protocolos de segurança sanitária, para o futebol amador as normas ficam praticamente inviáveis. Com exceção do Clube Atlético Tupi, nenhuma outra atividade voltada ao futebol retomou as atividades regularmente. O clube adotou treinos individuais, já que o restante segue proibido pelo decreto estadual.

Já para os campos de futebol suíço, a situação está chegando no limite. As despesas fixas, como água e luz, se acumulam enquanto os caixas estão zerados. A manutenção dos espaços é feita do aluguel dos campos para as patotas. No último sábado (24), a pedido de pessoas ligadas ao esporte da cidade, o prefeito Kleber Wan-Dall falou, numa live, sobre a situação das atividades esportivas na cidade. Porém, não houve muito avanço. Wan-Dall se limitou a explicar a situação da pandemia em Gaspar e prometeu estudar medidas para a área esportiva.

Moacir Gomes, ecônomo do Campo da Hora, disse acreditar que da reunião pudesse sair alguma decisão mais concreta. "Não ouvi nenhuma novidade, estamos há cinco meses parados e um pouco abandonados", afirma. O Campo da Hora, segundo ele, é um dos mais procurados pelas patotas da cidade. "Nossos horários estavam praticamente todos fechados para a semana com 28 patotas e o nosso campeonato, disputado nos fins de semana, começou com 32 times inscritos. Esse iria ser um ano muito bom, mas de repente parou tudo", lamenta. Gomes explica que não ganha com o aluguel das quadras, mas com a venda de lanches e bebidas no bar. "Estou há cinco meses sem renda, as economias estão acabando e a gente não sabe até quando essa pandemia vai". Ele diz esperar que a Fundação Municipal de Esportes e Lazer (FMEL) reúna as pessoas envolvidas com o esporte amador da cidade para discutir de fato como vai ser depois da pandemia. "Neste momento, a gente tá sem o chão", desabafa.

O professor de Educação Física, Alcione Cavalheiro, conhecido por Maninho, mantém uma escolinha de futebol na quadra esportiva da CT Cleiton Costa (antiga Tropical Academia), porém, das mais de 80 crianças, apenas 15 retornaram para treinos individuais. São três alunos pos dia. "Os pais ainda estão com muito receio da pandemia e não liberam os filhos, por isso esse número reduzido, além do fato de que as crianças gostam mesmo é de jogar futebol e isso agora está proibido". Maninho concorda que o momento é de muito cuidado, mas gostaria que a FMEL se posicionasse melhor com relação às atividades esportivas na cidade. "O que a gente tem ouvido é que tudo depende das autoridades de saúde, mas não se vê um protocolo sobre o retorno das atividades, como e quando isso vai poder acontecer", observa.

O professor explica que a maioria dos seus alunos segue recebendo atividades online. "Mas, a gente sabe que não é a mesma coisa de estar numa quadra treinando com outro alunos". Ele entende que ainda não é momento de retomada dos esportes coletivos, porém, insiste para que se defina logo as regras que serão necessárias após a pandemia.

Contraponto

O presidente da FMEL, Roni Muller, concorda que o momento é complicado para quem vive das atividades esportivas na cidade, mas a prioridade agora é evitar aglomerações. "Infelizmente, o momento não é de flexibilização, pois a curva da pandemia ainda está em ascendência. A tendência é essa curva começar a cair na segunda semana de agosto. Por enquanto, é preciso respeitar o distanciamento", afirma. Muller revelou que a FME, juntamente com a equipe de professores, está estudando as normas divulgadas pelo Governo do Estado para as atividades esportivas individuais e coletivas. "Em cima desta análise é que vamos estabelecer os nossos protocolos", esclarece. Segundo o presidente da Fundação, ainda nesta semana vai acontecer uma reunião, por videoconferência, para que a equipe técnica discuta melhor o protocolo.


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