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EXEMPLO

Muita vitalidade aos 77 anos

10 Abril 2018 18:52:05

A vitalidade de Dona Angela chamou a atenção na JM Run

Kássia Dalmagro - jornal@jornalmetas.com.br
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Foto: Kássia Dalmagro/Jornal Metas
Maria Angela tem disposição de sobra

Ginástica todas as segundas-feiras, yoga nas terças e atividades físicas variadas nas quintas-feiras. Nos outros dias, uma corridinha para “soltar as pernas”. Haja fôlego para uma rotina destas, não?! Imagine então tudo isso atribuído a uma senhora de 77 anos. Assim é a vida da gasparense Maria Angela Koerich que, apesar da idade, esbanja saúde. A história da corredora chamou a atenção da equipe da redação após a idosa participar, por três anos consecutivos, da JM Run - corrida de rua promovida em Gaspar pelo Jornal Metas. E, neste ano, Maria Angela já garantiu novamente a participação na prova, que acontece no dia 5 de agosto, no Alto Gasparinho. “Correr e praticar atividades físicas é o que me mantém viva. É o que me dá prazer”, afirma.

Quem vê a disposição da idosa nem imagina que ela começou a correr após detectar um problema de saúde. Aos 45 anos, quando ainda residia em Gaspar - hoje ela mora em Blumenau - Maria Angela descobriu uma úlcera no estômago. A recomendação foi operar, mas ela deciciu que iria começar a correr. “Procurei um cardiologista e naquela época, em vez do teste de esteira, fazia-se o da bicicleta ergométrica. O médico disse que eu estava bem e me liberou para correr. Depois de alguns anos, minha úlcera curou”, garante. Um ano depois, em 1987, Maria Angela completou a sua primeira Maratona - uma prova de 42Kms. “Foi a 1ª Maratona de Blumenau - Oktoberfest e consegui o segundo lugar na minha categoria”, relembra emocionada. Depois, em 1988, ela completou sua segunda e última maratona.

Maria Angela lembra que treinava sozinha, pelas ruas de Gaspar. “Eu corria pelo interior da cidade, passava pelos bairros Gasparinho e Gaspar Grande e tinha dias que eu ficava correndo em volta do campo do Tupi”. Foram tantas provas que a idosa perdeu a conta... mas uma coisa ela sabe: além das duas maratonas, ela acumula quatro participações em meias maratonas (21Kms). Com o passar dos anos e após a morte do pai, Norberto Antônio Koerich, em 1998, Maria Angela dedicou-se aos cuidados à mãe, Beatrice Koerich, até ela falecer, em junho de 2001. “Eu tive que diminuir o ritmo dos treinos para cuidar da minha mãe”, explica.

Hoje, Maria Angela prefere distâncias menores e, por isso, se inscreveu no percurso de 5Kms da JM Run. “Esta corrida já entrou para meu calendário anual. É uma prova muito especial para mim”, diz. A idosa explica o carinho pela corrida do JM. “Ela me faz lembrar da minha infância”, emociona-se. Isto porque seu pai tinha uma “aranha” - um  tipo de locomoção usada antigamente, composta por um banco e duas rodas de carroça e puxada por um cavalo. “Ele trazia cavalos da serra para Gaspar e percorria o interior da cidade com esta aranha, para negociar com os agricultores. Quando eu era criança, eu o acompanhava por algumas destas estradas, inclusive no trajeto onde hoje é realizada a corrida do JM”, afirma. Sendo assim, quando está correndo a JM Run, Maria Angela volta ao passado. “É como se um filme passasse pela minha cabeça. Vou correndo e me lembrando de tudo aquilo que vivi na infância”.

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