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Bola Cheia

Meninas criam time de futebol

08 Junho 2018 16:52:57

O Real Gaspar, do bairro Coloninha, existe há seis meses e quer fazer história no futebol feminino da cidade

Redação Jornal Metas
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Foto: Divulgação
A equipe corre atrás de um patrocinador

Já foi o tempo em que futebol era jogado somente por homens. Hoje, as mulheres estão cada vez mais praticando o esporte inventado pelos ingleses no século XIX. Em Gaspar,  aos poucos, as meninas vão ocupando o espaço das quadras de futsal e society e dos campos de futebol suíço. Os times e patotas já somam mais de uma dezena. 

Há seis meses, nasceu o Real Gaspar, na carona do time masculino, que faz muito sucesso nos campeonatos locais e regionais. A iniciativa foi de três jovens, que desde adolescentes, são apaixonadas por futebol: Rutiane Souza, Letícia Pedroso e Jenny Brescoviski. São elas que comandam a equipe de 14 jogadoras. À beira do campo, a única interferência masculina: o técnico Manoel Figueiredo, marido de Rutiane. “Não é fácil lidar com essas meninas, porque elas questionam muito as minhas orientações”, afirma o técnico. Segundo ele, no futebol feminio, a maior dificuldade é conseguir uma goleira. “Quando surge uma menina que joga bem no gol,  todos os times correm atrás”, revela Manoel.

Preferencialmente, o Real Gaspar é de futebol society (goleira mais cinco jogadoras de linha), mas o time também disputa jogos de futsal, futebol suíço e até de campo. “Depende do adversário”, acrescenta Rutiane.  

Os treinos acontecem uma vez por semana, sempre às quintas-feiras, no campo da Sociedade Gasparense, no bairro Coloninha. Os finais de semana são reservados para os amistosos, no campo do Sete de Setembro. No mês passado, o Real Gaspar fez a sua estreia em torneios. “É bom disputar competições porque as meninas pegam experiência, além do fato que estimula a competitividade”, explica o técnico Manoel.

A zagueira Letícia não vê nenhum tipo de discriminação pelo fato de uma mulher jogar futebol. “Isso é coisa do passado, hoje quando a gente tá jogando, os meninos do Real Gaspar vão nos ver e torcem muito”, conta a jovem, que aos 14 anos deu os primeiros chutes numa bola, quando ainda estudava na Escola Ivo D’Aquino. Foi paixão à primeira vista, porque de lá pra cá Letícia nunca mais parou de jogar futebol. Ela, juntamente com Rutiane, atuavam em um outro time da cidade, quando veio a ideia de criarem a sua própria equipe. 

“Há muito espaço para o futebol feminino em Gaspar, pois tem muita menina jogando”, observa Letícia. Todavia, ela admite que falta divulgação e até mais torneios. “A Fundação Municipal de Esportes poderia organizar uma competição feminina”, sugere. 

Neste mês, uma academia da cidade está organizando um torneio feminino de futebol, porém, o Real Gaspar não deverá participar porque faltam recursos financeiros. “Infelizmente, não temos dinheiro para pagar a inscrição (R$ 250,00)”. A equipe, segundo Rutiane, enfrenta o mesmo problema de outros times femininos da cidade: a falta de patrocínio. Até o uniforme é emprestado do time masculino, além das bolas para treinamento e outros materiais. “A gente tira dinheiro do bolso para manter a equipe, se tivéssemos um patrocinador seria melhor”, admite a jogadora.

Esse foi um dos motivos pelo qual as líderes do time decidiram procurar a imprensa para tentar divulgar o futebol feminino e buscar um patrocinador. “A equipe quer participar novamente do torneio do Vasto Verde, em Blumenau, mas se não conseguirmos um apoiador vai ficar difícil”, afirma Rutiane. Segundo ela, em pouco tempo o time se tornou bem conhecido em Gaspar e Blumenau por causa do Real Gaspar masculino. “Isso tem nos dado respaldo”, acrescenta. Quem se interessar em  colaborar com as meninas do Real Gaspar, o contato é o (47) 99717-7612.     

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