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Série C

Mais uma decisão no caminho de Jérson Testoni

Depois do acesso à Série B, técnico gasparense tenta colocar o time numa final inédita


Foto: Arquivo/Jornal Metas/Jérson assumiu em 2019: conquistou a Copa Santa Catarina o vice-campeonato catarinense

Em 14 de janeiro comemorou-se o Dia do Técnico de Futebol. Mas, para um gasparense, a comemoração de fato aconteceu três dias antes: 11 de janeiro. Nesta data, Jérson Testoni, de 40 anos, também conhecido como Jersinho, mas que prefere Jerson e explica pelo fato de existir um outro Gersinho (Gusmão) treinador, entrou para a história do Brusque. Ele comandou o time que conquistou o acesso à Série B do futebol brasileiro em 2021 - o primeiro na era pontos corridos.

Neste domingo, a partir das 18 horas, o Brusque entra em campo para tentar outro feito inédito: a vaga à segunda decisão de título nacional consecutiva. Campeão da Série D, no ano passado, agora é a vez de buscar a classificação na final da Série C. "É mais um desafio", diz o técnico, que comemorou só no dia a conquista do acesso. Na terça-feira, ele já estava no clube comandando os treinos para mais essa decisão no caminho do "Marreco", como é carinhosamente chamado o clube brusquense.

Se vencer o Santa Cruz, em Recife, que ainda luta pela segunda vaga do grupo ao acesso, o Brusque estará na final contra Remo ou Payssandu, os dois da Chave B que ainda têm chances de disputar o título..

Jérson não se empolga muito com a ascensão metórica da sua carreira - há menos de dois anos era auxiliar técnico. Ele sabe que a vida de treinador de futebol no Brasil está sempre no fio da navalha, porque se o time vai mal é a cabeça do treinador a primeira a rolar. Aliás, depois da goleada para o Volta Redonda por 8 a 1, ainda na primeira fase da competição, Jérson admite que o natural era a sua cabeça ter rolado. Aliás, ele mesmo imaginou que o seu ciclo no Brusque havia terminado, pois o time vinha de uma sequência de maus resultados que nenhum técnico resistiria. Ele, inclusive, pensou em colocar o cargo à disposição, mas aí jogadores e diretoria "fecharam" com o técnico e o trabalho continuou para o bem do futebol do Brusque e de Santa Catarina.

foto: Lucas Gabriel Cardoso/Brusque FC/Comemoração após o acesso

Pesou muito na permanência, o histórico de bons resultados de Jérson. Desde que assumiu o Brusque, ele conquistou a Copa Santa Catarina, a vaga na final do Catarinense e classificou o time para a quarta fase da Copa do Brasil.

O menino que nasceu no Barracão e foi levado pelas mãos do pai, o saudoso Irineu Testoni, para treinar no Clube Atlético Tupi aos 13 anos de idade, mantém a humildade de sempre. Dentro das quatro linhas jogou na posição de lateral-esquerdo. Foi jogador do Brusque aos 17 anos, o seu primeiro clube profissional. Vestiu ainda a camisa de outros clubes de Santa Catarina e do interior do Rio Grande do Sul e São Paulo. Em 2010, abandonou o futebol por causa de uma lesão crônica. Se o sonho da juventude era ser jogador profissional, a carreira de técnico era inimaginável. "Quem me conhece da época de jogador sempre pergunta como eu consegui ser técnico de futebol", revela Jérson. E não é por falta de competência ou de conhecimento. Ele, na verdade, sempre foi um guri tímido. "Quando era jogador e o técnico dava a palavra pra gente, eu nunca me manifestava, tinha vergonha de falar na frente dos outros", recorda. Hoje, quem vê Jérson na prelação do vestiário antes dos jogos, orientando os jogadores nos treinos ou agitado à beira do campo tem certeza que a timidez foi para o espaço. Jérson não gosta de ser comparado a nenhum técnico. "Prefiro dizer que criei um estilo próprio de comandar o time, gosto das coisas muito bem feitas, tenho convicção, confiança e todo o dia estou aprendendo".

Jérson se firma como o grande comandante desta nova fase do Brusque e admite que a sua vida mudou, mas a humildade continua a mesma. "Não se faz nada sozinho, o mérito é dos jogadores e da diretoria que investiu, mantém salários em dia e nos dá toda a tranquilidade para trabalharmos".



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