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Futsal feminino pede passagem

Equipe mais vitoriosa de Gaspar luta para ter mais apoio

Alexandre Melo


As meninas de ouro do futsal gasparense já conquistaram mais de vinte troféus / Foto: Divulgação/


Vinte meninas, uma bola e um sonho. Assim começa a história do time mais antigo de futsal feminino em atividade em Gaspar. Fundado como Golden Girls (meninas de ouro), rebatizado de Artimpress e, por fim Infoco, a equipe tem um cartel de 23 troféus conquistados nestes sete anos. A grande arrancada do Infoco foi por meio de uma parceria com o Amazonas, de Blumenau.

A capitã da equipe e uma das fundadoras do time, Franciele Pluczinski, 27 anos, conta que essa parceria, de 2014 a 2015, foi decisiva para que os resultados começassem a aparecer. "Ganhamos inúmeros títulos, como Copa Construção, Taça Gasparzinho, Taça Ric e Municipal de Blumenau. Hoje, o Infoco tem 10 jogadoras fixas, mas sempre que participa de alguma competição traz atletas de fora. "Procuramos manter a base, mas dependendo do nível da competição buscamos reforços em outras equipes", justifica.

É o caso do Torneio de Verão de Indaial, que estará sendo disputado até o início de fevereiro. A base é a equipe que joga durante o ano, porém, o regulamento prevê a inscrição de duas atletas federadas, a diretoria do Infoco trouxe Amabile e Brena. O time venceu a primeira partida, mas perdeu as outras duas e ficou sem chances de classificação, porém, o regulamento prevê apenas a inscrição de duas atletas federadas e o adversário do último jogo colocou três em quadra. "Se conseguirmos reverter os pontos, nos classificamos", explica Franciele.

Mas jogar contra grandes times e o regulamento não são os únicos desafios do Infoco. A equipe, como todas as chamadas "amadoras", luta contra a falta de recursos. "A gente corre atrás de apoio para participar das competições, qualquer quantia ajuda, mas o bom é ter patrocinador", diz Paulo Daboit, técnico da equipe. Ao contrário do que muita gente imagina, ele garante que o futsal no Vale do Itajaí é um dos mais evoluídos do Estado. "Temos muitas meninas jogando futsal aqui na região. É quase um torneio por semana". Os treinos, conta Daboit, acontecem uma vez por semana na quadra do Marola, no bairro Santa Terezinha, mas reunir as meninas para treinar ou para amistosos nem sempre é uma tarefa fácil. "Todas elas têm outras atividades, o futsal é apenas uma paixão", explica Daboit.

De fato, o futsal feminino no Brasil é praticado, em boa parte, por atletas amadoras, ou seja, que não recebem remuneração. Por isso, as meninas precisam buscar o sustento em outras atividades. Joice da Silva, 33 anos, destaque do Infoco, define a equipe como um grupo de amigas que pratica o futsal por amor. Ela até tentou se profissionalizar, defendeu a equipe do Barateiro, mas aí teria de viajar e deixar trabalho, família e namorado. "Optei por não seguir carreira", revela. Já outras estão na estrada, buscando o seu lugar ao sol.

É o caso de Elizandra Guerra, a Taba, revelada no Infoco. Ela defendia o time da Fundação Municipal de Desportos de Blumenau até ser descoberta pelo Grêmio, de Porto Alegre-RS. Neste ano, existe a possibilidade do Infoco representar Gaspar nos Jogos Abertos de Santa Catarina, o que seria uma excelente vitrine para as atletas. 



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