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Desafio.

Cleusa vai encarar 217km

Nega Keniana se prepara para disputar uma das ultramaratonas mais difíceis do mundo

Alexandre Melo
jornalismo3@jornalmetas.com.br


Foto: arquivo Pessoal/ Treinos diários nos morros

Cleusa Varella tem visto o mundo de cima para baixo nos últimos tempos. Isto porque ela está se preparando para uma das provas mais difíceis do planeta: a Ultramaratona Brasil 135, que vai acontecer na região montanhosa da Serra da Manriqueira, entre os estados de Minas Gerais e São Paulo. Pela sua performance em outras provas de longa distância no Brasil, Cleusa foi convidada pela organização da BR 135 a participar do desafio.

Cleusa não disputa uma corrida desde o começo do ano. Ela estava de malas prontas para o Uruguai, porém, a pandemia cancelou a prova. A BR 135, portanto, marcará a volta da popular Nega Keniana ao circuito nacional de ultramaratonas. A prova deverá ser uma das primeiras no Brasil após o início da pandemia, com largada prevista para 14 de janeiro. Por enquanto, a BR 135 está confirmada, por isso Cleusa tem subido e descido os morros de Gaspar e Blumenau nos últimos meses. No final de semana, passado, ela encarou o Morro do Cachorro, na cidade vizinha, mas já subiu e desceu várias vezes o Morro da Truticultura Bertoldi, no Alto Gasparinho. Todo esse esforço é porque a prova praticamente não tem trajeto plano. "Ou você sobe ou você desce", explica Egomar Prochnow, um ultramaratonista de Blumenau que já encarou três vezes a BR 135. Ele vai estar lá mais uma vez, porém, como um dos apoios de Cleusa. Ele e mais um casal de corredores vão estar o tempo todo acompanhando a super atleta gasparense, numa espécie de anjo da guarda. "O apoio pode fazer tudo, só não tocar na atleta enquanto ela corre", diz Egomar. Segundo ele, o apoio é importante não apenas na parte física, mas principalmente na psicológica, para que o atleta não desista. Egomar foi o apoio de outro atleta de Gaspar, Maurício Pamplona, o Buluca, na mesma prova. "Teve um momento que se eu não estivesse ao lado, o Buluca teria desistido", recorda o ultramaratonista.

Além da equipe de apoio, Cleusa está sendo orientada pelo seu treinador, Itamar Bernardeli, e acompanhada, via online, por uma médica de atletas. Todo esse cuidado é para que Cleusa alcance o seu objetivo que é concluir os 217km em 46 horas. "Não pretendo dormir, só parar para me alimentar", avisa a super atleta, que já emagreceu 4kg e ganhou massa muscular.

Ela explica que o fato do circuito de corridas estar parado devido à pandemia, ela só tem treinado com foco unicamente na BR 135. Cleusa aproveita para agradecer a todos que a estão ajudando nesta empreitada e nomeia: "Dr Luiz Carlos Brandão, da Cardioprime; Rodrigo Gaulker Suplementos; Ione e Elisângela da WB Esportes; nutróloga e médica especialista em atletas, Maria Vargas; treinador Itamar; as personals Grazi e Sônia e Bernardo Spengler, da Gráfica gasparense Subprint.

A Nega Keniana tem outro motivo para alcançar seu objetivo. Caso complete a prova em menos de 48 horas, ela terá índice para participar da maratona Vale da Morte, nos Estados Unidos. Mais um desafio que se mistura aos sonhos desta incrível atleta de 46 anos que diz, em tom de brincadeira, que pretende correr até os 120 anos. Será?


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