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CORRIDA

Buluca encara mais um desafio

O gasparense disputará a 1000Km Brasil, no Rio de Janeiro


Buluca terá até 10 dias para completar os 1000 quilômetros na cidade maravilhosa / Foto: Kássia Dalmagro - Jornal Metas /

Depois de completar uma das mais duras corridas de resistência do mundo - a Jungle Marathon - o gasparense Maurício Pamplona, o Buluca, encara neste mês mais um grande desafio. Aos 60 anos de idade, o corredor será um dos cinco catarinenses a disputar a 1000Km Brasil - a prova mais longa da América do Sul. O desafio acontece na cidade de Engenheiro Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro (RJ), com largada marcada para às 6h do dia 19 de setembro. Os participantes terão até 10 dias para cruzarem a linha de chegada, sendo obrigados a fazerem, a cada 18 horas, 100Km (no mínimo) para não serem desclassificados da prova. Conforme explica Buluca, a corrida será realizada em uma pista de aproximadamente 1.200 metros, em volta de uma lagoa. "A exigência da organização é que os atletas fiquem acampados no local. Podemos dormir e descansar nas barracas conforme acharmos necessário, mas não podemos deixar o local", afirma. Buluca também explica que após a meia-noite e antes das 6h não é permitido correr. Seu apoio será a esposa, Rosângela. O café da manhã, almoço e janta, são fornecidos ao atleta pela organização da prova.

O corredor gasparense está confiante de que será possível completar o percurso. "Meu objetivo é levar, no máximo, 15 horas para completar cada 100Km, para poder ter um período maior de descanso. Acredito que a maior dificuldade será o número de dias competindo. Vamos enfrentar calor e frio e teremos que perceber como o corpo vai reagir a essa situação. Se eu conseguir suportar por seis dias, acredito que aí terminarei a prova", prevê.

Além disso, Buluca terá que superar outro obstáculo: o gasparense perdeu 15 dias de treinos após cair e se machucar durante a Ultra dos Anjos, realizada em julho, em Minas Gerais (MG) - prova em que se inscreveu como preparação para a 1000Km Brasil. "Mas agora estou 100% e vou em busca de superação. Costumo dizer que se o desafio não te apavora, é preciso trocá-lo", ressalta. Buluca lembra que estava inscrito para o desafio de 2018, mas teve que desistir de participar devido a uma lesão.

Para conseguir se inscrever na prova deste ano, Buluca explica que precisou enviar um currículo para a organização, que avalia o material e decide se o atleta reúne ou não condições para encarar a prova. Uma das exigências é ter feito uma prova de, no mínimo, 150Km. Para a 1000Km Brasil 2019, apenas 30 corredores foram aceitos. De Santa Catarina, além de Buluca foram aceitos outros quatro participantes: um de Tubarão, um de Balneário Camboriú e dois de Florianópolis, sendo um deles a corredora Débora Simas, a única mulher a completar a prova no ano passado. "Estou indo para o Rio de Janeiro para completar a prova. Esse é meu objetivo. Do contrário, nem adianta ir", ensina.

Solidariedade 

Buluca aproveitou o desafio para também exercer a solidariedade. Durante a preparação para a prova, ele contou com o apoio de quatro assessorias esportivas: Life Runner (planilhas) e Like Fitness, Cleiton Costa e Moving Body (espaços para treinamentos) e apoio da Agropecuária Trinca Ferro. As quatro assessorias se comprometeram a arrecadar, a cada 100Km completados pela atleta na prova, 10 quilos de alimentos não perecíveis. Já a agropecuária ficou responsável em arrecadar ração para cães. "Se eu completar a prova, a arrecadação dobra", revela Buluca. os alimentos serão destinados a entidades e famílias carentes de Gaspar e a ração será encaminhada ao abrigo São Francisco, no bairro Lagoa. O atleta também recebeu o apoio da Point Esportes, Fisio Sport e WAR Training.  


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