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Especial

Prisioneiras da violência

18 Dezembro 2017 12:22:00

Caderno especial do Jornal Metas aborda a violência contra a mulher no país

Redação Jornal Metas

Enquanto você lê essa reportagem centenas de mulheres estão sendo agredidas no Brasil. Para sermos precisos, a cada hora, 503 mulheres são vítimas de violência no país, segundo pesquisa do Instituto DataFolha, publicada em março deste ano. Trata-se de um dado contundente, que expõe uma realidade próxima de todos nós. A violência contra as mulheres ocupa o noticiário todos os dias e boa parte dos Boletins de Ocorrências (BOs) emitidos pela Polícia Civil. Os processos se acumulam nas mesas dos juízes em todo o País. São mais de 1 milhão por ano. Em Gaspar, cidade dita como pacata, 223 inquéritos policiais já haviam sido emitidos em 2017.

O ciclo da violência contra as mulheres resiste, pior decorre de uma cultura milenar, que estabeleceu a desigualdade entre os dois gêneros. Os homens ainda veem as mulheres opinião AVISO! como sua propriedade, e por isso se sentem no direito de resolver conflitos por meio da violência.

As opiniões das autoridades públicas e especialistas, que convivem diariamente com casos de violência contra mulheres apontam para uma única saída: investimento em estrutura de apoio às mulheres vítimas de violência e campanhas de esclarcimento. Elas precisam se sentir seguras para denunciar seus agressores.

Santa Catarina tem apenas quatro delegacias especalizadas em atendimento à mulher. Muito pouco para o estado que ocupa a quinta posição em número de denúncias. É preciso fazer mais, muito mais para interromper o ciclo de violência. Ainda não tratamos o problema com o devido cuidado e respeito. As leis que estão aí - Lei Maria da Penha (2206) e Lei do Feminicídio (2015) - são simplesmente punitivas, não promovem a igualdade de gêneros. A igualdade que precisamos, para que se reduza a violência contra as mulheres, deve ser obra de uma mudança cultural, onde não exista mais a palavra"machismo" em nossa sociedade.

O mundo mudou, não é mais apenas dos homens. A sociedade se despiu de vários tabus, mas não o que faz da mulher um ser inferior e, por isso, passível de todo o tipo de humilhação. Um conceito que leva ao fim dos relacionamentos entre casais, à desestruturação familiar e, por fim, ao distrito policial. Os relatos chocantes, contidos nesta reportagem especial do Jornal Metas, servem de alerta, para que possamos começar a mudar essa realidade. E você vai entender como lendo essa reportagem especial do Jornal Metas. Boa leitura!





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