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DEZ ANOS DEPOIS

Órgãos buscam preparo

As Defesas Civis estão melhor preparadas para eventos climáticos como o de 2008

Na época da tragédia, ficou claro que nem a Defesa Civil e nem o Corpo de Bombeiros de todos os municípios catarinenses estavam preparados para dar a resposta necessária à comunidade em uma situação como aquela. Sendo assim, muito foi feito e muito ainda precisa se fazer para evitar uma nova tragédia. Em Gaspar, a Defesa Civil está recebendo melhorias e reforços em sua estrutura - como a recente contratação de um geólogo - e, desde o ano passado, está investindo em programas educacionais e de prevenção.

"Colocamos em prática a Defesa Civil na Escola e o projeto Agente Mirim e, no ano que vem, iniciaremos a formação dos núcleos de proteção, em parceria com o Instituto Federal de Santa Catarina", ressalta o superintendente Rafael Araújo de Freitas. Um grupo de voluntários também recebeu várias capacitações e poderão integrar equipes de segurança e ajudar nos trabalhos diante de uma situação de desastre natural. "É importante também frisar que, mesmo com o preparo, pode haver vítimas, mas quanto mais preparado estivermos, quanto mais a sério a Defesa Civil for levada pelos poderes público e privado, os danos e mortes serão reduzidos", ressalta.

Apesar de todas as ações já realizadas, o superintendente confessa que há muito ainda para se fazer. "Não tenho dúvidas de que estas ações de educação vão deixar a cidade mais preparada. Mas também precisamos de investimentos. Ainda não temos a cota de enchente, que é importantíssima, e também precisamos estruturar a Defesa Civil com uma equipe técnica e com um quadro de agentes, hoje inexistente".

Estrutura

Hoje, a unidade dos Bombeiros Voluntários de Ilhota ocupa uma sede própria, no bairro Minas, e conta com um efetivo de 37 profissionais ativos. Além disso, há 12 alunos em formação, que acabam o curso no próximo mês. A unidade possui duas ambulâncias - uma está sendo reformada - , um caminhão para combate a incêndios, um carro para os serviços administrativos e uma embarcação. Mas em 2008, a realidade era bem diferente. Os Bombeiros Voluntários de Ilhota existiam há apenas três anos - a unidade foi fundada em fevereiro de 2005 - e ocupava o antigo casarão, no Centro da cidade. Durante a tragédia, ela ficou alagada e os bombeiros tiveram que improvisar um local de atendimento, no Posto de Saúde. Com o passar dos anos, a estrutura foi se fortalecendo, assim como os socorristas. "Os bombeiros estão em constante formação e capacitação e temos alguns deles que participaram, inclusive, de um curso no Chile. Também integramos em 2013, devido a nossa experiência, as equipes que trabalharam em Macaé, no Rio de Janeiro, quando a região serrana também foi atingida por deslizamentos de terra", relembra o presidente da unidade, Andrey Pereira Egidio.       

Medidas preventivas

Os eventos de 2008 não deixaram dúvidas: novas medidas preventivas e obras estruturais precisavam ser planejadas e executadas para minimizar os efeitos das chuvas no Vale do Itajaí, reduzindo o impacto das cheias. Foi então que o Governo do Estado voltou a consultar a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (Jica) - que já havia visitado a região após a enchente de 1983. Na ocasião, porém, a falta de verbas impediu que o estudo fosse levado adiante pela agência. Em 2009, técnicos da Jica voltaram ao estado e a visita resultou na proposta de elaboração de um novo plano de prevenção de desastres para a Bacia do Itajaí. Após os trabalhos de campo, os japoneses entregaram o estudo ao governo do estado em novembro de 2011. As obras, algumas revistas e repensadas por técnicos já contratados pelo estado, estão reunidas no Pacto de Defesa Civil.

O plano sugeriu, por exemplo, a instalação dos Radares Metereológicos, já em operação, e ampliação das barragens de Taió e Ituporanga - obras que também foram realizadas. Entretanto, a previsão de construção de novas barragens ainda não saiu do papel. Em novembro do ano passado, o estado assinou um convênio com o Ministério de Minas e Energia para mapear as áreas de risco geológico e hidrológicos dos municípios com foco no planejamento urbano, prevenção e proteção à comunidade.

Alerta

Em outubro do ano passado, começou a funcionar em Santa Catarina o serviço de notificação de emergência via SMS (mensagem de texto) da Defesa Civil. A notificação é mais uma ferramenta para comunicar a população sobre situações iminentes de desastres, emergência e/ou estado de calamidade pública.






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