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Com a mão na massa

15 Outubro 2014 15:36:05

O gasparense Carlos Eduardo da Costa se interessou pela fabricação da cerveja caseira depois de assistir a uma reportagem na TV

Foi ma reportagem sobre a fabricação de cerveja que despertou no gasparense Carlos Eduardo da Costa, de 33 anos, o interesse pela produção de sua própria cerveja. Imediatamente ele foi para a internet atrás de mais informações e viu que o processo era bem mais complexo e cheio de detalhes do que havia sido mostrado na reportagem. As pesquisas começaram há três anos, assim como um processo de apuração do paladar. Ele passou a provar uma série de cervejas artesanais - até hoje já foram mais de 250 rótulos - para entender seus aromas e sabores, que são muito mais complexos do que os das cervejas comerciais.

Em setembro de 2012, aconteceu a primeira brassagem. “A primeira cerveja sempre fica ruim, aconteceu com todo mundo. Mesmo assim, eu tomei tudo, pois era a minha primeira cerveja”, conta. De lá pra cá, ele já produziu muitas outras cervejas, com bem mais sucesso do que a experiência inicial. Para começar a produção, o investimento ficou próximo a R$700 reais em equipamentos, sem contar os ingredientes. Carlos já fabricou cervejas de oito estilos, entre elas Belgian Golden Ale, Pale Ale, India Pale Ale e American Pale Ale. Porém, a melhor foi uma cerveja tipo Stout devido a cor e odor maravilhosos do malte chocolate. “A melhor sensação é a de beber uma cerveja feita por você mesmo. Você pode dizer: Essa fui eu que fiz, ela é completamente diferente das outras e é artesanal”. Muitas vezes, ele leva algumas garrafas de cerveja para os amigos degustarem. “Quem só consome cerveja comercial estranha, acha forte, mas quem consome as artesanais sabe apreciar”, afirma o cervejeiro .

Carlos nunca fez cursos ou participou de workshops sobre cervejas. Em 2013, ele se associou a AcervA - Associação de Cervejeiros Artesanais - e deste então participa dos fóruns de discussões promovidos pela associação na internet, além de continuar pesquisando e aplicando o conhecimento nas suas experiências. “O segredo é o controle do tempo e da temperatura, o que chamamos de rampas de temperatura. Em cada temperatura acontece um processo químico, por isso é importante manter o controle. A produção de cerveja tem regras para serem seguidas, mas dá para brincar, mudar receitas e criar as cervejas que você quer”, revela Carlos. 

Para ele, a cerveja é hobby, embora admita que todo o cervejeiro caseiro tem o sonho de ter sua própria indústria. O investimento para abrir uma empresa deste tipo é muito alto e, por isso, Carlos continua a fabricar uma cerveja por mês e de forma caseira em seu pequeno “laboratório” na rua Pedro Simon, no bairro Margem Esquerda.

Para quem deseja começar a se aventurar no universo da cerveja caseira, ele recomenda os sites: www.valedolupulo.com.br, www.acervacatarinense.com.br e www.cervejando.com.br.

 

O hobby virou profissão

Também foi em casa que Alexandre Mello, de 36 anos, começou a produzir cerveja, em 2008. No ano passado, o que era hobby virou profissão. Ele e um sócio compraram uma cervejaria de Itajaí, que existia desde 2011 e fundaram a Cervejaria Itajahy. “Queríamos criar uma identificação maior com a cidade e homenagear o nosso Vale. Estávamos buscando um nome que não fosse em inglês ou alemão, então veio a ideia de um nome indígena”, revela. Embora a atividade tenha começado há pouco tempo, os resultados já são surpreendentes. As cervejas de Mello já são elogiadas por muitos apreciadores do produto artesanal e algumas delas já ganharam prêmios. A Pale Ale, por exemplo, recebeu medalha de bronze na “Copa de Cervezas da América e Ouro”, no II Concurso Brasileiro de Cervejas. Já a de estilo Porter conquistou ainda mais premiações: medalha de ouro no South Beer Cup, bronze no II Concurso Brasileiro de Cervejas e 4ª melhor cerveja do Festival Italiano de Cervejas, no concurso Best of Show. “Não esperava premiações importantes em tão pouco tempo. Elas são um atestado da qualidade da nossa cerveja e do reconhecimento no mercado”, declara o cervejeiro.

Há muitas ideias para serem colocadas em prática ainda em 2014. A cervejaria já produz os estilos Pilsen, Weiss, Porter e American Pale Ale e querem lançar mais duas até o final do ano. Há ainda o lançamento da linha de garrafas e o desejo de dobrar a produção nos próximos meses. Tudo isso traz inúmeros desafios para os cervejeiros. “Fazer cerveja comercialmente é um trabalho muito prazeroso, porém muito mais sério do que todos imaginam. O que aparece ao público é 1% de tudo o que fazemos”, finaliza.

 

Inspirada no rei da Baviera

O maior desejo do publicitário Alexandre Santos, de 25 anos, já tem nome: Ludwig. Inspirada na história do rei Ludwig II (Luis II da Baviera), a sonhada cervejaria pretende reunir algumas das características daquele monarca: criatividade, visão artística, honra às tradições e, ao mesmo tempo, pouca preocupações em seguir todas as regras. Além disso, Ludwig II era neto de Ludwig I e foi o casamento de seu avô que deu origem à Oktoberfest, em 1810. “É uma marca blumenauense com pegada alemã e que não deve ficar restrita apenas ao que dizem as escolas. Um rei fazia o que queria e a minha maior inspiração, entre as cervejarias brasileiras, é a Bodebrown, que não segue as regras de apenas uma escola. A ideia é fazer uma boa cerveja para os bons momentos da vida”, conta Alexandre.

Sua primeira ideia era abrir um bar que servisse uma cerveja própria. A ideia surgiu do relato de um amigo que havia viajado para a Alemanha e por lá viu bares com a própria cervejaria, os brewpubs. “Vendo a burocracia que existe para abrir um bar, pensei: e se eu começasse pela cerveja? E assim, a ideia do bar foi morrendo, mas a da cerveja se fortificou”, afirma. A paixão pelas cervejas artesanais é mais antiga do que a ideia do bar. Ele conta que começou a gostar de cerveja quando viu que havia opções diferentes do padrão comercial. Viu que existia uma cerveja da Eisenbahn chamada Pale Ale e começou a pesquisar sobre as diferenças desta cerveja para as demais. Logo, já pesquisava sobre estilos de cerveja e toda a cultura existente em torno da bebida. Ele também buscou informações na internet para aprender a fazer cerveja, fez workshops da AcervA Catarinense e Nacional e hoje integra a turma de pós-graduação em Tecnologia Cervejeira da Escola Superior de Cerveja e Malte. “Se você quer fazer da cerveja um negócio, não é só produzir em uma panela maior. É preciso ter o equipamento com a dimensão correta e muitos detalhes se alteram; até a receita precisa passar por adequação”, destaca.

Em agosto do ano passado, ele produziu a sua primeira cerveja caseira. Foi o momento em que percebeu que ainda não entendia nada da produção. “Ficou um lixo, muitas fases do processo deram erradas e o resultado final foi uma pasta grossa”, relembra. Amigos seus do Rio Grande do Sul, que fazem cerveja há mais de cinco anos, deram-lhe muitas dicas, ensinaram alguns processos. Os conselhos foram bem aproveitados e a segunda cerveja deu certo. A maior dificuldade para Alexandre é adaptar o equipamento para o apartamento onde mora, já que os kit prontos comercializados não cabem no local. Para produzir cinco litros de cerveja, ele usa uma espagueteira adaptada e a fermentação é feita numa pequena adega de vinhos. A meta agora é expandir a produção para poder distribuir melhor a bebida. “A ideia é que as pessoas comecem a associar a bebida à marca, que vejam a marca nascendo. Toda a vez que faço uma cerveja, já penso naquelas que quero produzir na minha cervejaria”, revela. Até hoje, Alexandre produziu cervejas do tipo Belgian Blonde Ale, India Pale Ale, Pale Ale, American Pale Ale, Weiss e Pilsen


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