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EMPREENDEDORA

'O sonho americano' de uma Barbieri

Filha de Moacyr Barbieri, o Coca, Brigitte é hoje dona de cadeia de lojas


Para celebrar 25 anos da Hemline, um material foi produzido com a foto da então jovem e cheia de sonhos, Brigitte Barbieri / Foto: Divulgação/

Do Brasil, milhares de brasileiros partiram em busca do "sonho americano": estudar, arrumar um bom emprego e juntar dinheiro suficiente para ter um vida confortável.

Agora, imagine uma jovem de apenas 16 anos deixar a família para trás em busca desse sonho. Foi o que fez Brigitte Barbieri Holthausen, na época apenas Brigite Barbieri, que deu um passo decisivo na vida ao se mudar para New Orleans, na Lousiana-EUA. Hoje, ela é proprietária da Hemline, uma cadeia de lojas de roupas, calçados e acessórios femininos nos estados de Lousiana, Tenesse, Georgia, Mississipi, Texas e Alabama. No mês de setembro, a Hemline comemorou 25 anos, e quem estava ao seu lado era o pai, um personagem bem conhecido dos gasparenses, Moacyr Barbieri, o popular Coca, que há muitos anos reside no Barracão.

Seu Moacir, 88 anos, tem orgulho da filha. Ele conta que embora jovem, ele a incentivou a ir para os Estados Unidos. "A ideia inicial era que ela estudasse em Florianópolis, mas depois eu achei melhor que ela fosse para os Estados Unidos, por três meses, aprender o idioma e depois retornasse para me ajudar na fábrica de calçados em Criciúma", conta.

Mas, Brigitte foi e acabou ficando. Percebeu que os Estados Unidos eram uma terra de oportunidades e arranjou logo um emprego em uma sorveteira. A maior dificuldade, contudo, era o idioma. "Só quatro meses depois consegui pronunciar a primeira frase em inglês. Além disso, havia muitas diferenças culturais e eu não tinha o conhecimento que tem hoje um jovem de 16 anos", diz Brigitte. Mas, ela tinha uma certeza: "eu queria ficar nos Estados Unidos". Três anos depois, ela voltou para o Brasil, mas só ficou duas semanas. "Eu pedi ao meu pai que agilizasse a renovação do meu visto, para que eu retornasse o mais rápido possível". E ela voltou. A língua, sua maior dificuldade, ela aprendeu fazendo cursos de informática, passando então a trabalhar em escritórios. Por quatro anos foi empregada de um banco, mas a jovem queria um trabalho mais independente. E como a "fruta nunca cai longe do pé", já que o pai era um bem-sucedido comerciante, ela decidiu seguir pelo mesmo caminho. Na época, Moacir era proprietário de uma fábrica de calçados. "Meu pai me enviou 50 pares de sapatos a US$ 2,50 e eu vendi a US$ 10 cada. "Foi aí que vi que tinha o dom para a venda", observa. Os calçados eram vendidos no mercado Francês Historic, uma espécie de feira com 200 anos de existência na região central da cidade, porém, somente nos finais de semana, porque Brigitte continuava trabalhando no banco. Ela também passou a vender roupas e acessórios, trazidos do México, que combinassem com os calçados.

Casamento 

Em 1993, ela conheceu o também brasileiro Luciano Holthausen (já falecido). O casal viu muitas oportunidades em New Orleans e, um ano depois do casamento, eles abriram uma pequena boutique. Nascia oficialmente a Hemline. A pequena loja virou um verdadeiro império de estilos. A marca é referência em bom gosto e qualidade em New Orleans e cidades da região sudoeste. Hoje, muitas das pessoas que começaram como empregados se tornaram franqueados da Hemline, o que permitiu ampliar o negócio para uma cadeia de 29 lojas. Segundo Brigitte, a empresa não teria chegado a este patamar sem as franquias. "As equipes corporativas trabalham para que a Hemline cresça e amplie cada vez mais seus horizontes", acentua. Hoje, a filha Gabriela Barbieri Holthausen é o seu braço-direito nos negócios.

Sobre oportunidades, ela diz que poderia ter ido para qualquer país, pois elas estão em todos os lugares. "O que as pessoas precisam é trabalhar e muito para conquistar as coisas", finaliza a empresária.    


Ana Cláudia, Brigitte, Moacyr e Silvana Barbieri / Foto: Arquivo Pessoal /


O começo vendendo no mercado público de New Orleans / Foto: Arquivo Pessoal


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