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MERCADO

Estudo traça perfil dos MEIs no Brasil

11 Abril 2017 17:49:28

Levantamento apontou quatro tipos de microempreendedores

Redação Jornal Metas
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Foto: Divulgação
De 2010 a 2016, os MEIs saltaram de 48,9% para 78,4% das novas empresas no país

Identificar o padrão  de comportamento e traçar um retrato demográfico dos seis milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs) brasileiros - natureza jurídica que mais cresce no país. Foi este o objetivo de um estudo inédito, realizado pela Serasa Experian. Para fazer o levantamento, divulgado neste mês, 450 MEIs dos segmentos de comércio e serviços (homens e mulheres entre 19 e 57 anos) foram entrevistados.

Os resultados apontaram que esses gestores buscam, principalmente, independência financeira, crescimento profissional, satisfação pessoal, menor carga horária de trabalho e proximidade da família. “Além disso, a necessidade de sobrevivência, diante das altas taxas de desemprego, levou muitos brasileiros a terem seu próprio negócio”, explica o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Serasa Experian, Victor Loyola. A facilidade no processo de abertura de uma empresa como MEI e a baixa carga tributária também foram apontados como estímulo para a escolha.

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas, em sete anos os MEIs passaram de menos da metade dos novos empreendimentos (48,9% do total, em 2010) para 78,4% no último levantamento, em 2016. O número de novos Microempreendedores Individuais nascidos em 2016 foi de 1.548.950 contra 1.491.485 em 2015, alta de 3,9%. O indicador aponta que 51% dos microempreendedores individuais estão no Sudeste, 20% no Nordeste, 15% no Sul, 9% no Centro-Oeste e 5% no Norte do país.

O estudo identificou quatro perfis que definem o microempreendedor individual brasileiro. Ele pode ser arrojado (trata-se do empreendedor “nato”, que vive de olho nas tendências do mercado e as segue, assumindo mais riscos); realizador (empreendedor de uma ideia e seu negócio é estruturado e dotado de visão, fruto de pesquisa e dedicação); malabarista (empreender não era um plano, mas aconteceu - a motivação reside na qualidade da entrega do serviço/produto) ou tranquilo (autônomo que tornou-se MEI para legalizar sua atividade). 

Dificuldades
O estudo identificou que os MEIs têm dificuldade de acesso a financiamentos: 91% não conseguem linhas de crédito e, assim, acabam recorrendo ao crédito pessoal ou ainda pedem empréstimos a familiares e amigos.  Outra dificuldade verificada é sobre os fornecedores, cuja busca e manutenção ainda é pouco estruturada. Boa parte dos entrevistados relata usar ferramentas de busca da internet para encontrar esses parceiros. Nenhum dos entrevistados possui cadastro organizado. Segundo Loyola, quando se considera as aspirações da maioria desses gestores (77% têm como objetivo crescer) a falta de gestão administrativa profissional pode ser um entrave.

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