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TECNOLOGIA

Indústrias nacionais se unem para produzir mais de 8 mil respiradores/mês

Iniciativa tem à frente a FIESC e Senai/SC

Alexandre Melo


DIVULGAÇÃO

Enquanto o Governo do Estado de Santa Catarina enfrenta uma CPI, que investiga a compra de 200 respiradores pulmonares, equipamentos usados no tratamento de doentes graves da Covid-19que nunca chegaram ao Estado, a indústria brasileira se mobiliza para aumentar a fabricação nacional do produto. À frente deste verdadeiro pool de empresas está Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), coordenada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). O grupo de indústrias desenvolvem seis projetos com potencial de produção mensal de até 8,2 mil ventiladores hospitalares, após as aprovações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde que haja demanda contratada. Os ventiladores pulmonares artificiais são considerados cruciais nos estados graves da doença causada pelo novo coronavírus. Estima-se que cada respirador possa salvar de 10 a 20 pessoas.

A Iniciativa + Respiradores é coordenada pelo SENAI Nacional e tem a liderança técnica do SENAI/SC, com apoio da Associação Catarinense de Medicina (ACM). Os projetos envolvem ações diversificadas. Uma delas foi a articulação entre a Novitech (São Bernardo do Campo-SP) e a Whirpool, para o incremento da produção. No caso da GreyLogix (Mafra-SC), DeltaLife (São José dos Campos-SP), Fanem (Guarulhos-SP) e VentLogos (Vitória-ES) profissionais dos institutos SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura, de Joinville-SC, dão apoio ao desenvolvimento dos equipamentos ou ao processo produtivo. Outra ação foi o apoio institucional juntos aos governos em relação à produção da parceria Weg-Leistung.

"O agravamento da crise elevou substancialmente a procura por respiradores e por seus componentes, tanto no mercado mundial como no Brasil", afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. "Essas estratégias da FIESC, SENAI e ACM ajudam a buscar soluções dentro do prazo restrito que temos", diz.

"Há grandes desafios para aumentar a produção nacional no curto prazo, principalmente no suprimento de componentes, em especial os importados. O SENAI, por meio de sua rede de Institutos de Inovação e de Tecnologia, apresentou-se para ser parceiro da indústria brasileira a fim de superarmos esses gargalos", explica o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

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