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COLUNA
Por Alexandre Melo | jornalismo3@jornalmetas.com.br

O campeão de investimentos

O poder econômico manda dentro e fora das quatro linhas. Por isso, o Palmeiras foi campeão. Luis Felipe Scolari chegou na metade do campeonato, assumiu um elenco com várias alternativas e ganhou, com certa folga, o título. Tudo porque a diretoria dá condições técnicas e financeiras para o treinador. Talvez, o faturamento do Palmeiras em todo o Campeonato Brasileiro - incluindo os R$ 18 milhões de premiação pelo título e outros R$ 12 milhões do patrocinador - não pague três meses de folha salarial (só com jogadores o clube gasta R$ 15 milhões). Mas não adianta economizar, sem investir os clubes não vão a lugar nenhum. É preciso hoje, no mínimo, ter quatro jogadores excepcionais - aqueles que jogariam em qualquer time da Europa - para almejar títulos nacionais e internacionais. O resto é fantasia, devaneio, é iludir o torcedor. O campeonato brasileiro é o mais difícil do mundo.  

O calendário equivocado

O grande erro do futebol brasileiro, e isso eu venho falando há muito tempo, é insistir com os deficitários campeonatos regionais. Com exceção de São Paulo, nenhuma outra competição regional é rentável. Os grandes times perdem dois meses ou até três envolvidos neste tipo de competição que não leva a nada, apenas reforça o caixa dos canais pagos de futebol e das federações. Muitos clubes desmontam suas equipes do ano anterior a fim de reduzir a folha salarial e suportar a competição deficitária. A partir de abril é que começam a se reforçar para o Brasileirão. O correto era terminar o campeonato nacional e já começar outro. Paralelamente, os clubes deveriam disputar a Copa do Brasil, mas não essa aí com times "de aluguel". Deveriam jogar a Copa do Brasil os times das Séries A e B do ano anterior, em sistema eliminatório. O campeão da Copa do Brasil teria vaga assegurada na fase de grupos da Libertadores e o vice-campeão na Pré-Libertadores. O problema é que a CBF tem compromisso político com as federações, por isso não abre mão dos falidos regionais.    

Dois pesos e duas medidas

Todo mundo sabe que um River Plate x Boca Juniors requer forte esquema de segurança. Só não sabia a Conmebol. Acontece que a entidade é conivente com todo o tipo de desrespeito às regras que regem o futebol. Basta dar uma olhada nos estádios onde são jogadas algumas partidas da Libertadores e as vistas grossas que são feitas durante as competições organizadas pela entidade, inclusive, permitindo que jogadores suspensos possam atuar normalmente. Por isso, não me surpreende mais fatos como o de sábado passado, em Buenos Aires, antes da final da Libertadores. A culpa é da Conmebol, primeiro por aceitar marcar o jogo para um final de semana, onde o público certamente seria maior, e depois por não exigir o mínimo de segurança para os atletas do time visitante. E mais, a Conmebol volta a adotar dois pesos e duas medidas. Em 2015, quando os jogadores do River foram atingidos por gás pimenta na La Bombonera, o Boca foi eliminado da competição e proibido de participar de torneios sul-americanos no ano seguinte. Agora, num incidente muito semelhante, a Conmebol entende que precisa realizar o jogo. Acho que não, o River deveria ser eliminado da competição e o Boca declarado campeão da Libertadores de 2018. Essa seria a mais justa punição para clube e torcida. Ainda ter a final é indulto aos marginais.


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