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COLUNA
Simone Makki / jornal@jornalmetas.com.br
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Rótulos e alimentos - Parte 2


Já a compreensão de como a gordura é apresentada nas embalagens é um pouco mais com-plexa. Ela está definida em três tipos: saturada, insaturada e trans e cada uma tem um signi-ficado.

A saturada é proveniente de produtos com gordura animal, como queijo, manteiga e carnes. O tipo insaturado é o mais saudável, segundo Geórgia, porque eleva o nível de lipoproteína de alta densidade no sangue - o colesterol bom. Alguns exemplos são o azeite, abacate, óleos vegetais e nozes.

Já a gordura trans é a mais perigosa para saúde, pois, em excesso, causa doenças cardiovas-culares. Ela é pouco comum na natureza e, na maioria das vezes, é produzida a partir de gorduras vegetais. Podemos encontrá-la em biscoitos, salgadinhos, frituras e molhos de sa-lada.

Vale destacar que, quando a quantidade de gordura trans for inferior a 0,2 gramas por por-ção, a informação pode ser omitida das embalagens.

As fibras alimentares são os componentes que estimulam o funcionamento intestinal. Por isso, quanto mais, melhor. Por dia, são recomendadas 30 gramas.

Entretanto, alertamos que muitos rótulos dizem que os produtos são ricos em fibras, mas não são. Uma ''comida de verdade", ou seja, alimentos naturais, como frutas, verduras, le-gumes e grãos integrais, são os mais indicados.

Desvendando o rótulo

Aqui vai o alerta para alguns fatores que denunciam os maiores vilões dos alimentos indus-trializados.

É preciso tomar cuidado com alimentos que apresentam açúcar, sal ou gordura como primei-ro ingrediente. Além disso, quando há cinco ou mais nomes técnicos e incompreensíveis, é sinal de que o produto é ultraprocessado, portanto, evite"

As informações sobre glúten, leite e derivados também devem estar bem expressas e apre-sentadas como "Alérgicos: contém leite".

Açúcar

Atualmente, não é obrigatória a apresentação da quantidade de açúcar nos rótulos (que apa-recem como carboidratos na tabela nutricional). Mas, segundo a pesquisa do Idec, 98% dos participantes defendem a inclusão do açúcar na relação e 75% acreditam que a exigência da informação nutricional expressa por 100 gramas do produto seria melhor do que por porção.

 Fonte Idec - Instituto de Defesa do Consumidor