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COLUNA
Simone Makki / jornal@jornalmetas.com.br
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MULHERES NA POLÍTICA DO BRASIL*

Nos últimos anos, o Brasil vivenciou uma progressão no debate público em torno das questões femininas. Temas como assédio, aborto, maternidade e carreira, vem sendo discutidos amplamente na sociedade e ganhando espaço no cenário político. A luta pelo direito das mulheres vem progredindo não só no Brasil, mas em todo o mundo.

Alguns avanços já foram conquistados nas últimas décadas, como o direito ao voto e o direito de serem eleitas.  

Porém, no que tange a representatividade das mulheres na política, esse debate ainda se encontra muito distante do desejado. 

Muitas mulheres ainda têm dificuldades de ocupar cargos de poder, serem eleitas ou terem voz ativa nas tomadas de decisões políticas.  

Isso acontece devido à exclusão histórica das mulheres na política e que reverbera, até hoje, no nosso cenário de baixa representatividade feminina no governo. 

Aliás, muitas mulheres entram na política em virtude da cota obrigatória e não por aceitação de uma sociedade reconhecidamente machista. 

Em todo o mundo reconhecemos nomes que se destacam em lideranças femininas. Inclusive, especialistas que estudam as melhores práticas de gestão estão provando que comandar um país ou uma empresa na base da imposição da visão de uma única pessoa não gera os melhores resultados. Entende-se que cada vez mais, os bons líderes devem ter características que são mais comumente associadas às mulheres, como a empatia e o cuidado.  

Colocar as mulheres participando na tomada de decisões constitui não só uma exigência básica da democracia, mas é uma condição necessária para que os interesses das mulheres sejam levados em conta na elaboração das políticas públicas. 

Segundo o Inter-Parliamentary Union, o Brasil é um dos piores países em termos de representatividade política feminina, ocupando o terceiro lugar na América Latina em menor representação parlamentar de mulheres.  

No ranking, a nossa taxa é de aproximadamente 10 pontos percentuais a menos que a média global e está praticamente estabilizada desde a década de 1940. 

Isso indica que além de estarmos atrás de muitos países em relação à representatividade feminina, poucos avanços têm se apresentado nas últimas décadas. 

Poder mudar esta realidade é tangível e depende unicamente do voto consciente e responsável não só das mulheres, como de toda a sociedade. 

*Fonte: https://www.politize.com.br/mulheres-na-politica 

Marias Rosas, deputada federal / São Paulo