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COLUNA
Por André Soltau | editora@tracosecapturas.com

Anticorpos

Fui acordado na última semana com alguns incidentes políticos que lembram tempos de outrora: um presidente que (de birra) ameaça o recém-eleito em outro país por declarar apoio ao seu adversário preso, países latinos fervem em manifestações populares, um senhor de topete ameaça o planeta com armas que repousam no norte da América e países ocidentais se unem em discursos escorregadios

Minha formação política aconteceu no final da década de 70 e durante os anos 80. Um tempo em que o mundo era dividido entre leste/oeste, comunismo/capitalismo, direita/esquerda. As escolhas eram binárias: ou isto ou aquilo? Não havia dúvida e era acusado de omissão se nenhum dos lados lhe fosse suficiente.

Remexi baús de memórias nessas últimas semanas assistindo um país renascendo os xerifes em filmes antigos, o presidente de um típico país sul-americano vociferando tolices, a mídia ocidental (leia bem: o-ci-den-tal) silenciando sobre manifestações e apresentando os (sempre a postos) bons moços liberais para resolver os problemas do mundo. Cenas de super-heróis saídos da liga da justiça. Poupem-me dessa lenga-lenga de verborréias.

Quero um anticorpo para resistir. Não quero mais discursar sobre ideias que repousam em túmulos e ouvir tolices de pastores que pregam com ideias antigas deixando seus fiéis de bolsos vazios. Roupagem nova para conteúdos desgastados.

Enquanto isso, os jovens procuram na violência um caminho possível, crianças são entupidas de produtos colocados à venda, as geleiras derretem, produzimos lixo em quantidades insuportáveis para o meio ambiente, pais e mães não sabem como estabelecer limites aos filhos, a arte é demonizada mais uma vez e autoridades consomem o dinheiro papel-público...ufaaaaaaaaaa!!

Cenas que fazem lembrar uma velha música: estamos "num museu de grandes novidades". Ideias fascistas renascem, mortes de LGBTs crescem, mulheres são assassinadas e o planeta agoniza. E as soluções? Isso é assunto para uma próxima crônica.

Por favor, quero mais anticorpos! Para continuar pulsando com meus sonhos. Anticorpos para que eu não sufoque. Para que meu corpo que envelhece possa ver os filhos respirando criatividade sem o temor de velhas frases, atos políticos decadentes ou pensamentos calhordas. Quero anticorpos para manter o humano que ainda persiste em mim.

Fica a dica:

Relembrei do filme A Onda (Direção: Dennis Gansel .2011) que responde algo (aparentemente) simples: É possível instituir um regime autoritário? A resposta mostra como a massa pode ser manipulada e como uma ideologia extremista pode causar estragos, principalmente numa juventude que ainda está em formação, na procura de uma identidade e em processo de formação de personalidade.




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